Qual é o peso do aliado Kassab?
Prefeito, que costura aliança com o PT, termina seu mandato com a pior avaliação desde Celso Pitta; 42% dos paulistanos consideram sua gestão ruim ou péssima; ele diz que não se preocupa com popularidade e que seria "uma honra" governar São Paulo
247 - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, é a bola da vez na negociação da reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff fará no início do ano. Seu PSD deve levar o ministério das Micro e Pequenas Empresas. O PT também cogita rifar a candidatura de Eduardo Suplicy em 2014 ao Senado, para apoiar o próprio Kassab ou Gabriel Chalita.
No entanto, sua popularidade junto aos eleitores não é a mesma que ele desfruta junto aos caciques partidários. Pesquisa feita pelo jornal Estado de S. Paulo aponta que ele termina seu mandato com a pior avaliação desde Celso Pitta. Hoje, 42% dos eleitores consideram sua gestão ruim ou péssima e apenas 27% avaliam que seu governo foi bom ou ótimo. Em 2008, quando ele terminou seu primeiro mandato, era aprovado pelo dobro disso: 54% dos paulistanos.
Apesar dos números, Kassab anima-se com a possibilidade concorrer ao Palácio dos Bandeirantes em 2014 – e, de preferência, numa aliança que envolva também o PT. Ao Estado, ele afirmou que não se preocupa com popularidade e que "seria uma honra" governar São Paulo. Sua candidata ao Palácio do Planalto, em 2014, é Dilma. Na Folha, também se especulou sobre a candidatura de Kassab ao Palácio dos Bandeirantes em 2014. Leia na coluna de Vera Magalhães:
Sem quarentena - VERA MAGALHÃES -
Tão logo deixe a Prefeitura de São Paulo, Gilberto Kassab vai se dedicar a duas tarefas: a consulta interna no PSD sobre o apoio a Dilma Rousseff em 2014 e a candidatura própria do partido ao governo de pelo menos dez Estados, entre eles São Paulo. O prefeito tem demonstrado a aliados disposição de enfrentar, como candidato, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o candidato do PT. Ele defende voo solo mesmo se o PSD estiver com Dilma, como forma de fortalecer a sigla.
Pompa
O PSD programa fazer um grande evento para anunciar o apoio a Dilma entre abril e maio, após a rodada de consultas aos Estados.
