Queiroz também não convenceu a Globo, que mantém Bolsonaro sob pressão

O fiasco da entrevista com o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, se alastrou por todas as percepções e mídias, mas incomodou em especial a mais poderosa delas: a do Grupo Globo; o jornal da família Marinho apontou todos os seus canhões para a fragilidade das explicações de Queiroz, o que o joga ainda mais na zona do inexplicável; os colunistas da linha de frente do veículo, Merval Pereira e Miriam Leitão, teceram críticas pesadas à entrevista do ex-assessor. Somado à elas, o editorial d'O Globo ressalta que a conversa de Queiroz tem que ser com o Ministério Público

Queiroz também não convenceu a Globo, que mantém Bolsonaro sob pressão
Queiroz também não convenceu a Globo, que mantém Bolsonaro sob pressão

247 - O fiasco da entrevista com o ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, se alastrou por todas as percepções e mídias, mas incomodou em especial a mais poderosa delas: a do Grupo Globo. O jornal da família Marinho apontou todos os seus canhões para a fragilidade das explicações de Queiroz, o que o joga ainda mais na zona do inexplicável. Os colunistas da linha de frente do veículo, Merval Pereira e Miriam Leitão, teceram críticas pesadas à entrevista do ex-assessor. Somado à elas, o editorial d'O Globo ressalta que a conversa de Queiroz tem que ser com o Ministério Público.  

A coluna de Merval Pereira não deixa dúvidas sobre o enfoque narrativo que o Grupo Globo pretende dar às atividades espúrias de Queiroz: "a pergunta, sonora e incômoda, vem atropelando a transição do governo Bolsonaro há mais de 20 dias, quando foi descoberta uma 'movimentação atípica' do motorista Fabrício Queiroz, que trabalhava no gabinete do senador eleito Flavio Bolsonaro. É a maneira técnica que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encontra para definir movimentações financeiras incompatíveis com os ganhos oficiais de um cidadão. Por ser motorista de um dos filhos do presidente eleito Jair Bolsonaro, de quem é amigo há 40 anos, e ter depositado dinheiro na conta da futura primeira-dama, o caso ganhou dimensões políticas naturalmente escandalosas."

Miriam Leitão, por sua vez, segue na mesma percepção de Merval: "a versão de Fabrício Queiroz é evidentemente insatisfatória. Mesmo com toda a boa vontade do mundo é difícil considerar o caso encerrado. É preciso mostrar os registros de carros vendidos e comprados, explicar os depósitos dos funcionários do gabinete, justificar a presença dos seus familiares empoleirados na equipe de Flávio Bolsonaro, e ainda ter a comprovação bancária do empréstimo do presidente eleito Jair Bolsonaro em sua conta."

E o editorial do jornal O Globo não deixa dúvidas sobre o calor político que o grupo irá dar no início do governo Bolsonaro: desde a revelação pelo jornal 'O Estado de S.Paulo' há 20 dias, de que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectara uma movimentação financeira na conta do policial militar Fabrício de Queiroz incompatível com sua condição de assessor parlamentar do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), o assunto continua envolto em névoas."

O texto do editorial, mais técnico e memorial, destaca a fundamentação das perguntas que contnuam sem respostas: "por se relacionar, de alguma maneira, a um dos filhos do presidente eleito, Jair Bolsonaro, o caso ganhou inevitável importância. Depois, soube-se, pela 'Folha de S.Paulo', que a informação constava de um relatório amplo produzido pelo Coaf sobre saques e depósitos feitos entre 75 funcionários de gabinetes de 20 deputados, e se destinara a ajudar nas investigações sobre corrupção na Alerj deflagradas pelo Ministério Público, pela Operação Furna da Onça."

 

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