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Poder

Quem fica, quem sai

Queda de Palocci redistribui foras na Esplanada e pode dar incio a uma reforma ministerial mais profunda, a comear pela Secretaria de Relaes Institucionais

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Rodolfo Borges_247, de Brasília – A queda de Antonio Palocci deu fim a uma crise que começava a se aproximar da presidente Dilma Rousseff, mas expôs as disputas internas do PT, que passaram a se concentrar na batalha pelo cargo de ministro das Relações Institucionais, ainda ocupado por Luiz Sérgio. Em Brasília, a saída de Luiz Sérgio já é dada como certa, mas ainda não há consenso sobre o nome que deve substituir o ministro que, até o início desta semana, teve seu trabalho de articulação política obscurecido pela atuação de Palocci. O nome mais forte para ocupar o cargo é o do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). E essa não deve ser a única mudança no equilíbrio de forças na Esplanada dos Ministérios pós-Palocci.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, é definitivamente o maior beneficiado pela queda de Palocci. As desavenças entre os dois quanto aos rumos da economia chegaram a embasar rumores de que as informações sobre o enriquecimento do ex-ministro da Casa Civil partiram da Fazenda. Se Mantega já era forte, passa a reinar absoluto na Esplanada. Foram 12 reuniões individuais com a presidente Dilma Rousseff em pouco mais de cinco meses de governo, sem contar a participação em reuniões coletivas. Com Palocci, foram nove e, com Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, apenas seis.

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Quem também sai ganhando com a troca é Paulo Bernardo, das Comunicações, o ministro mais próximo, por razões óbvias (são casados), da nova mulher forte do governo Dilma. Saem fortalecidos também os ministros indicados pela presidente Dilma Rousseff, que adquire mais controle de seu governo com a saída de Palocci – para muitos, é como se o governo Dilma só estivesse começando agora. Ponto, entre outros, para o “amigo da presidente” Fernando Pimentel, para a tão criticada Ana de Hollanda, da Cultura – outro ministério foco de brigas internar do PT – e para Miriam Belchior, do Planejamento.

No raciocínio inverso, os ministros de maior identificação com o PT ou com o governo Lula do que com a presidente perderiam amplitude. A posição mais arriscada, nesse caso, é a do Ministro da Educação, Fernando Haddad, que foi herdado do governo Lula e vem se desgastando com erros em cartilhas educacionais, falhas na aplicação do Enem e com a polêmica confecção do kit anti-homofobia. Haddad foi reconduzido ao cargo por Dilma com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Entre os ministros remanescentes do governo Lula (que ocupam o mesmo cargo) estão Orlando Silva, dos Esportes, Wagner Rossi, da Agricultura, Nelson Jobim, da Defesa, Carlos Lupi, do Trabalho, Alfredo Nascimento, dos Transportesm, e Izabella Teixeira, do Meio Ambiente. Eles estão seguros?

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