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Raposão Kassab ilude Lula, Dilma e Haddad

Não é fácil saber o rumo que o presidente do PSD adota; Gilberto Kassab pediu espaço para seu partido no governo à presidente Dilma, poderia conseguir um ministério, mas na hora "h" diz que não quer mais; na capital paulista, manteve espaço na gestão de Fernando Haddad, a quem acertou com Lula apoiar na campanha, mas ficou com José Serra; ontem, deixou vereadores do PSD votarem contra projeto do prefeito de devolução dinheiro gasto com inspeção veicular; qual é a dele?

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247 - Que negociar com o ex-prefeito de São Paulo e presidente do PSD não é fácil, isso já se sabia. No final do ano passado, ao tentar, o ex-presidente Lula, considerado a grande raposa política da atualidade no País, ficou na mão. Gilberto Kassab prometeu, até quase o último minuto, apoiar o candidato de Lula à Prefeitura, dividiu o PT diante dessa possibilidade, mas, na hora "H", fechou com o tucano José Serra. Agora, Kassab acaba de dar mais dois dribles nos dois quadros do PT em posições de mando mais importantes: a própria presidente Dilma Rousseff e o prefeito Fernando Haddad. Ele consolida, assim, sua fama não de raposa, mas de raposão político.

Por Dilma, no Palácio do Planato, Kassab foi recebido no início do ano ao lado do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. Da conversa, a versão divilgada foi a de que ficara acertada a adesão do PSD à base aliada e troca da participação no governo, por meio de um posto para Afif. Trabalhando nesse diapasão, a presidente combinou, esta semana, com o presidente do PMDB, Michel Temer, toda uma engenharia para fazer uma reforma ministerial. E estava disposta a criar a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, para repassá-la a Afif, que teria status de ministro.

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Com Haddad, Kassab conservou para ex-auxiliares posições estratégicas nas áreas de turismo e grandes eventos do município. O prefeito petista, por seu lado, procurou evitar críticas ao antecessor, chegando a fazer um discurso de posse com elogios a ele, apesar de saber que iria encontrar os cofres da municipalidade esvaziados. O máximo que Haddad fez foi criticar a gestão anterior pela falta de manutenção nos semáforos, mas, em seguida, elogiou Kassab por seu planejamento para um centro de eventos na capital.

De nada adiantaram, porém, os esforços dos três mais poderosos petistas da atualidade. Kassab, que já havia ultrapassado Lula, mandou avisar a Dilma que prefere, agora, manter a independência do PSD em relação ao governo. E que, por isso, oficialmente seu partido não vai aceitar ministério nenhum em troca de apoio. "Se a presidente quiser convidar Afif, vai fazê-lo em caráter pessoal", avisou ele.

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Para Haddad, a supresa foi de igual monta. Na noite da quarta-feira 13, em votação na Câmara dos Vereadores de São Paulo, sete dos oito vereadores do PSD votaram contra o projeto de Haddad que estabelece a devolução aos paulistanos do dinheiro pago em inspeções veiculares feitas na gestão de Kassab pela empresa Controlar. A companhia, considerada inidônea, enfrenta processo de rompimento de seu contrato. Haddad ganhou a votação, mas o PSD marcou posição contra o prefeito.

A partir de agora, depois de levar todo esse baile, talvez o PT aprenda que lidar com o Raposão Kassab, astuto e esperto, não é tão simples como parece.

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