Renan: ajuste fiscal, como está, não será aprovado

Cacique do principal partido aliado do governo federal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), alertou nesta terça-feira 24 que o ajuste fiscal proposto pela equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, sem ajustes, "tende a não ser aceito pelo Congresso porque é recusado pelo conjunto da sociedade"; num discurso duro em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), senador disse ainda que Executivo tem que dar exemplo na redução de gastos e cortar na carne; para isso, Renan defendeu uma das propostas da oposição, de reduzir pela metade o número de ministérios, hoje em 39; "Aplaudimos recentemente o Mais Médicos, está na hora do 'Menos Ministérios', ironizou

Cacique do principal partido aliado do governo federal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), alertou nesta terça-feira 24 que o ajuste fiscal proposto pela equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, sem ajustes, "tende a não ser aceito pelo Congresso porque é recusado pelo conjunto da sociedade"; num discurso duro em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), senador disse ainda que Executivo tem que dar exemplo na redução de gastos e cortar na carne; para isso, Renan defendeu uma das propostas da oposição, de reduzir pela metade o número de ministérios, hoje em 39; "Aplaudimos recentemente o Mais Médicos, está na hora do 'Menos Ministérios', ironizou
Cacique do principal partido aliado do governo federal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), alertou nesta terça-feira 24 que o ajuste fiscal proposto pela equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, sem ajustes, "tende a não ser aceito pelo Congresso porque é recusado pelo conjunto da sociedade"; num discurso duro em evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), senador disse ainda que Executivo tem que dar exemplo na redução de gastos e cortar na carne; para isso, Renan defendeu uma das propostas da oposição, de reduzir pela metade o número de ministérios, hoje em 39; "Aplaudimos recentemente o Mais Médicos, está na hora do 'Menos Ministérios', ironizou (Foto: Gisele Federicce)

247 – Personagem importante na relação do Planalto com o Congresso, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez nesta terça-feira 24 um discurso que sinaliza perigo para a presidente Dilma Rousseff, que tem como prioridade a aprovação, pelo Congresso Nacional, do ajuste fiscal proposto por sua equipe econômica.

Na avaliação de Renan, o ajuste fiscal da forma como está, sem ajustes, "tende a não ser aceito pelo Congresso porque é recusado pelo conjunto da sociedade". "O Congresso Nacional está pronto para fazer a sua parte. Não há como o Parlamento abrir mão de aprimorar o ajuste fiscal proposto pelo Executivo", disse ele em um evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O cacique peemedebista cobrou do Executivo que faça sua parte em relação à redução de gastos – deve cortar na carne, disse. E defendeu uma proposta alardeada pela oposição nas eleições presidenciais de 2014: a redução pela metade do número de ministérios, que hoje é 39.

"Aplaudimos recentemente o programa Mais Médicos. Está na hora agora do programa 'Menos Ministérios'", ironizou. Para Renan, o governo deve ter, no máximo, 20 pastas, menos cargos comissionados, "menos desperdício e menos aparelhamento".

O presidente do Senado criticou ainda o fim da desoneração da folha pessoal, mecanismo que, como lembrou, foi importante para manter os empregos. "É um erro acabar com ela", destacou, em mais uma cutucada ao governo federal. Com a presença de Renan, os empresários participaram hoje da solenidade de lançamento da Agenda Legislativa da Indústria de 2015.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Renan: Legislativo não vai abrir mão de aprimorar ajuste fiscal

Yara Aquino - O Legislativo não vai abrir mão de aprimorar o ajuste fiscal proposto pelo governo, disse hoje (24) o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao discursar para empresários e parlamentares. No início do mês, o presidente do Senado devolveu ao Executivo a medida provisória que reduz a desoneração da folha de pagamento.

"O ajuste como está, tende a não ser aceito pelo Congresso porque é recusado pelo conjunto da sociedade e o Legislativo é a caixa de ressonância da população", afirmou Renan na abertura de evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O presidente do Senado defendeu a negociação como padrão a ser seguido em relação às medidas de ajuste como ocorreu, por exemplo, com a correção da tabela do Imposto de Renda. "Não é imposição de um lado e muito menos a rendição do outro", ressaltou.

"A desoneração da folha de pagamentos foi importante para manter os empregos. É um erro, e não seria o primeiro a querer ajustar as contas públicas em detrimento dos mais pobres e em prejuízo do setor produtivo. O fim da desoneração, como quer o governo, será um colapso no aumento da produtividade e do emprego no Brasil", acrescentou.

Renan avaliou que país vive um momento "difícil" e "grave". Ele reconheceu a necessidade de fazer o ajuste fiscal, destacando que é preciso diminuir o tamanho do Estado brasileiro e reduzir o número de ministérios. "Se aplaudimos recentemente o [Programa] Mais Médicos, está na hora do programa menos ministério. Vinte, no máximo".

"A lógica perversa de aumentar a receita através de impostos, tributos, serviços públicos e combustíveis precisa ser substituída pelo corte de custos do Estado brasileiro", disse.

Ao fim do discurso, o presidente do Senado ressaltou que o Congresso Nacional estará unido na defesa do emprego, dos salários e da retomada do crescimento e informou que negocia com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a elaboração de uma pauta que priorize as urgências nacionais, com tramitação privilegiada nas duas Casas do Parlamento.

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