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Renan coloca PF na investigação dos royalties

Presidente do Congresso pede "aprofundamento das investigações" pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, de forma que "analisem todas as hipóteses envolvendo o caso"; denúncia feita em março apontava que a assinatura do deputado Zoinho (PR-ES) havia sido falsificada na lista de presença da votação que derrubou o veto presidencial à lei dos royalties; hoje, a Polícia Legislativa confirmou a irregularidade; segundo Renan Calheiros (PMDB-AL), porém, ainda falta apontar o autor do delito; senador não considera anular a sessão, uma vez que a fraude não alteraria o resultado final da votação

Presidente do Congresso pede "aprofundamento das investigações" pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, de forma que "analisem todas as hipóteses envolvendo o caso"; denúncia feita em março apontava que a assinatura do deputado Zoinho (PR-ES) havia sido falsificada na lista de presença da votação que derrubou o veto presidencial à lei dos royalties; hoje, a Polícia Legislativa confirmou a irregularidade; segundo Renan Calheiros (PMDB-AL), porém, ainda falta apontar o autor do delito; senador não considera anular a sessão, uma vez que a fraude não alteraria o resultado final da votação (Foto: Gisele Federicce)

247 - O presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), acaba de envolver a Polícia Federal e o Ministério Público nas investigações sobre a fraude registrada na votação que derrubou o veto da presidente Dilma Rousseff à lei dos royalties. Em nota, o parlamentar pede o "aprofundamento das investigações", de modo que seja apontado o autor do delito, algo que não foi possível com a investigação feita pela Polícia Legislativa.

Em março, quando o Câmara realizou a votação, a assinatura do deputado Zoinho (PR-ES) foi falsificada na lista de presença. O caso foi trazido à tona pelo 247, que conversou a respeito com o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), autor da denúncia. Garotinho contou ter visto que Zoinho não estava presente, mas que seu nome constava da lista. Ele mandou, então, a comparação da assinatura do correligionário para o presidente do Congresso, apontando a irregularidade.

Segundo Renan Calheiros, "o Congresso Nacional irá disponibilizar ao Ministério Público e à Polícia Federal tudo o que for necessário para elucidar a fraude e identificar o autor, incluindo videos, fotografias e quaisquer outros documentos em poder da instituição". Ele também descarta a ideia de anular a votação. "A sessão continua válida já que o voto mencionado não interferiu no resultado da votação", justificou.

Leia abaixo a nota de Renan Calheiros sobre o assunto:

O Presidente do Congresso Nacional espera e conta com o Ministério Público e com a Polícia Federal para que, com aprofundamento das investigações, analisem todas as hipóteses envolvendo o caso.

Em qualquer inquérito ou investigação a primeira pergunta a ser respondida é "a quem interessa o crime". Infelizmente, a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados não conseguiu responder a esta crucial indagação.

As autoridades, agora envolvidas no desdobramento da investigação, precisam, prioritariamente, identificar e apontar o autor do delito a fim de afastar a principal suspeita: a de fraude intencional com objetivo de anular a sessão.

O Congresso Nacional irá disponibilizar ao Ministério Público e à Polícia Federal tudo o que for necessário para elucidar a fraude e identificar o autor, incluindo videos, fotografias e quaisquer outros documentos em poder da instituição.

A sessão continua válida já que o voto mencionado não interferiu no resultado da votação. A urna onde foi depositado o voto do referido deputado continha 39 votantes. Ainda que toda a urna fosse anulada seria insuficiente para alterar o resultado final.