Rogério Correia propõe impeachment de Bolsonaro pelo crime de apologia à tortura na fala contra Dilma

“É caso da bancada do PT solicitar impeachment do presidente”, exigiu o parlamentar

Rogério Correia (PT-MG) / Jair Bolsonaro (sem partido).
Rogério Correia (PT-MG) / Jair Bolsonaro (sem partido). (Foto: ABr)
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247 - O deputado Rogério Correia (PT-MG) cobra da bancada de seu partido um pedido de impeachment de Jair Bolsonaro pelo crime de apologia à tortura, depois que ele debochou, no dia de ontem, da ex-presidente Dilma Rousseff. “Bolsonaro cometeu crime de apologia e cumplicidade com as torturas no regime militar ao dar gargalhadas e debochar da presidenta Dilma e de todos os mortos e presos durante a ditadura. É caso da bancada do PT solicitar impeachment do presidente”, postou o parlamentar.

Confira, ainda, a nota postada por Dilma:

Jair Bolsonaro promoveu mais uma de suas conhecidas sessões de infâmia e torpeza, falando a um pequeno grupo de apoiadores, nesta segunda-feira, 28 de dezembro.

Como não respeita nenhum limite imposto pela educação e pela civilidade, uma exigência a qualquer político, e mais ainda a um presidente da República, desmoraliza mais uma vez o cargo que ocupa. Mostra-se indigno ao tratar com desrespeito e com deboche o fato de eu ter sido presa ilegalmente e torturada pela ditadura militar. Queria provocar risos e reagiu com sórdidas gargalhadas às suas mentiras e agressões.

A cada manifestação pública como esta, Bolsonaro se revela exatamente como é: um indivíduo que não sente qualquer empatia por seres humanos, a não ser aqueles que utiliza para seus propósitos. Bolsonaro não respeita a vida, é defensor da tortura e dos torturadores, é insensível diante da morte e da doença, como tem demonstrado em face dos quase 200 mil mortos causados pela Covid-19 que, aliás, se recusa a combater. A visão de mundo fascista está evidente na celebração da violência, na defesa da ditadura militar e da destruição dos que a ela se opuseram.

É triste, mas o ocupante do Palácio do Planalto se comporta como um fascista. E, no poder, tem agido exatamente como um fascista. Ele revela, com a torpeza do deboche e as gargalhadas de escárnio, a índole própria de um torturador. Ao desrespeitar quem foi torturado quando estava sob a custódia do Estado, escolhe ser cúmplice da tortura e da morte.

Bolsonaro não insulta apenas a mim, mas a milhares de vítimas da ditadura militar, torturadas e mortas, assim como aos seus parentes, muitos dos quais sequer tiveram o direito de enterrar seus entes queridos.

Um sociopata, que não se sensibiliza diante da dor de outros seres humanos, não merece a confiança do povo brasileiro.

DILMA ROUSSEFF

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