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Rossetto: Dilma vai alterar modelo centralizador de governo

Ministro do Desenvolvimento Agrário, que trabalhou na coordenação da campanha da presidente, disse que Dilma Rousseff entendeu o significado da vitória apertada contra o PSDB de Aécio Neves; Dilma vai "construir a agenda [de mudança] a partir de sua liderança, sua iniciativa, sua inteira responsabilidade, mas em um ambiente de amplo processo de diálogo político e social. É melhor quando governamos assim. É mais transparente e a possibilidade de acertar é maior", disse, em entrevista ao jornalista Luis Nassif

Ministro do Desenvolvimento Agrário, que trabalhou na coordenação da campanha da presidente, disse que Dilma Rousseff entendeu o significado da vitória apertada contra o PSDB de Aécio Neves; Dilma vai "construir a agenda [de mudança] a partir de sua liderança, sua iniciativa, sua inteira responsabilidade, mas em um ambiente de amplo processo de diálogo político e social. É melhor quando governamos assim. É mais transparente e a possibilidade de acertar é maior", disse, em entrevista ao jornalista Luis Nassif (Foto: Gisele Federicce)

247 - O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, disse que a presidente Dilma Rousseff entendeu o significado da vitória apertada contra Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições. E que irá alterar o modelo centralizador de governo no segundo mandato. Dilma vai "construir a agenda [de mudança] a partir de sua liderança, sua iniciativa, sua inteira responsabilidade, mas em um ambiente de amplo processo de diálogo político e social. É melhor quando governamos assim. É mais transparente e a possibilidade de acertar é maior", afirmou Rossetto, que trabalhou na coordenação da campanha da presidente. 

Leia abaixo a entrevista ao Jornal GGN:

Criticada pelo modelo centralizador de governo, a presidente Dilma Rousseff (PT), reeleita no dia 26 de outubro, deve corrigir esse hábito e ampliar o diálogo político e social na condução do segundo mandato, a partir de 2015. É essa a avaliação do ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto, que estava licenciado até o início de novembro para atuar na campanha petista.

Em entrevista exclusiva ao GGN, Rossetto afirmou que Dilma tem uma compreensão clara do que significou a vitória apertada contra o candidato do PSDB, Aécio Neves - o placar ficou em 51% a 48% - e também do desejo de mudança manifestado pela sociedade nas ruas, desde junho de 2013.

De acordo com o ministro, Dilma vai "Construir a agenda [de mudança] a partir de sua liderança, sua iniciativa, sua inteira responsabilidade, mas em um ambiente de amplo processo de diálogo político e social. É melhor quando governamos assim. É mais transparente e a possibilidade de acertar é maior."

"A presidente fala nisso com muita força. Ela sai com enorme autoridade política do processo eleitoral. Me parece que fala com uma compreensão clara do que significou o processo para o País, e faz um chamamento forte em dois sentidos: primeiro, para a agenda de futuro claramente adotada pelo povo brasileiro, com mudanças a partir de valores que apareceram na campanha - emprego, salário, renda, igualdade, combate a qualquer tipo de violência, Brasil mais igual e solidário. É essa agenda que ela vai perseguir. A reforma política é outra, porque não é possível mais esse controle econômico da democracia, que exclui, assim como a pauta", exemplificou. O "segundo sentido" é justamente a abertura de diálogo, prometido pela petista já no discurso de vitória.

Imediatamente após a reeleição, Dilma fez um chamamento à Nação pela união em torno da paz e das agendas progressistas. Segundo ela, não há motivos para perpetuar a polarização política e programática assistida durante a disputa eleitoral, uma das mais difíceis da história. E, na visão de Rossetto, a fala da presidente foi "extraordinária". "As eleição acabaram, há um resultado claro e uma agenda nova foi aprovada e está em construção no nosso País."

Ainda em sua avaliação, tende a refluir, com o tempo, os casos de intolerância e preconceitos, as manifestações de ódio e os pedidos separatistas, frutos dos pensamentos de direita radical, contrários à vitória de Dilma.

Ouça abaixo a entrevista completa, cedida ao jornalista Luis Nassif logo após o fim da eleição.