Rossi, bola da vez, loteou ministério ao PMDB

Cargos estratgicos na Conab foram entregues por Rossi (dir.) aos caciques do PMDB, como Calheiros (esq.)

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247 – O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) tem seu filho, Rodrigo Rodrigues Calheiros, como assessor da presidência da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), com salário de R$ 8,7 mil. Adriano Quércia Soares, assessor de programas (R$ 7,8 mil) da companhia, chegou lá com o apoio do ex-governador Orestes Quércia. Neto do deputado federal Mauro Benevides, Matheus Benevides Gadelha é o coordenador de Acompanhamento de Ações Orçamentárias (R$ 10 mil), e a ex-mulher do deputado federal Henrique Alves ganha R$ 8,7 mil mensais como assessora da diretoria. Em comum, todos os padrinhos pertencem ao PMDB, que também é o partido do vice-presidente Michel Temer. E todos estão sob a proteção do ministro Wagner Rossi, da Agricultura, que posicionou-se do centro do mais novo escândalo administrativo do governo da presidente Dilma Rousseff.

No sábado 6, o secretário-executivo Milton Ortolan pediu demissão depois da publicação de denúncia, pela revista Veja, de pagamentos de propinas dentro do próprio ministério, em dinheiro, para funcionários do primeiro escalão. No edifício do órgão, em Brasília, despachava o lobista Júlio Fróes, que distribuía pastinhas com dinheiro. Ele agrediu, na quinta-feira 4, no restaurante Beiruti, em Brasília, o editor da revista Veja Rodrigo Rangel, que o entrevistara. Rossi emitiu uma nota oficial dizendo desconhecer o que ocorria dentro do seu próprio Ministério.

 

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