Rui Falcão: volta de Lula 'faria muito bem ao Brasil'

"Nós temos que reeleger a presidente Dilma para que Lula volte em 2018", afirmou o presidente do PT, nesta sexta-feira. "Eu, pessoalmente, acho que a volta do presidente Lula em 2018 faria muito bem ao Brasil", acrescentou

"Nós temos que reeleger a presidente Dilma para que Lula volte em 2018", afirmou o presidente do PT, nesta sexta-feira. "Eu, pessoalmente, acho que a volta do presidente Lula em 2018 faria muito bem ao Brasil", acrescentou
"Nós temos que reeleger a presidente Dilma para que Lula volte em 2018", afirmou o presidente do PT, nesta sexta-feira. "Eu, pessoalmente, acho que a volta do presidente Lula em 2018 faria muito bem ao Brasil", acrescentou (Foto: Gisele Federicce)
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Rede Brasil Atual - O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), disse à imprensa na manhã desta sexta-feira (7), no fórum EFE Café da Manhã, da Agência espanhola EFE, que a reeleição da presidenta Dilma Rousseff nas eleições deste ano abre caminho para o projeto de eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018. "Nós temos que reeleger a presidente Dilma para que Lula volte em 2018", afirmou. "Eu, pessoalmente, acho que a volta do presidente Lula em 2018 faria muito bem ao Brasil."

O presidente do PT lembrou que recentemente Lula se comparou ao piloto alemão Michael Schumacher para reduzir o impulso de um setor do PT para seu possível retorno como candidato presidencial. "Lula disse que não quer ser comparado com Schumacher, porque após ganhar sete títulos, voltou à Fórmula 1 sem conseguir uma 'pole position' sequer", afirmou.

Falcão falou também sobre a crise com o PMDB e com o líder do partido na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ). "Embora ele seja de um partido de base do governo, tem se comportado como oposição. Eu tenho pedido para que ele se defina."

O presidente do PT expressou a opinião de que a fome do partido do vice-presidente da República, Michel Temer, por novos cargos e mais espaço na Esplanada dos Ministérios é o que motiva o comportamento de Cunha. "Não são os projetos em votação na Câmara que estão travando a pauta, mas a briga por mais espaço", disse Falcão. Ele rejeitou a possibilidade de o PMDB, que hoje tem cinco pastas, ganhar novo ministério, mas acenou para diálogo sobre outros cargos no governo.

Ontem, o líder do PT na Câmara, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (SP), declarou sobre a crise que "um partido não pode ter duas caras" e que o PMDB age como oposição, apesar de ser do governo. Em entrevista à RBA publicada no sábado (1), Vicentinho já havia alertado para o comportamento do maior aliado do governo no Congresso. "O PMDB não é partido da base do governo, o PMDB é partido do governo. O vice-presidente é do PMDB."

Logo depois do carnaval, ao responder suposta declaração de Rui Falcão de que o PMDB da ala de Cunha estaria descontente por não ter conseguido aumentar o número de ministérios, Eduardo Cunha disse que seu partido tem de "repensar" a aliança com o PT e o governo. O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) criticou ambas as legendas. "O grau de responsabilidade de governar o Brasil, que o PT e PMDB têm, não comporta esse tipo de rusga pública. Nós não devíamos estar batendo boca de maneira pública."

Joaquim Barbosa
Na entrevista de hoje, Rui Falcão comentou a possibilidade de o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, ser candidato nas eleições de 2014. "Perguntaram para mim se eu gostaria de vê-lo no embate. Para mim é indiferente, nós não escolhemos adversários", afirmou.

Manifestou também a expectativa de que a absolvição de José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino do crime de formação de quadrilha influencie o caso do ex-deputado João Paulo Cunha. "Esperamos agora que esse entendimento se repita no julgamento do recurso do João Paulo (Cunha) em sua condenação por lavagem. Para ser lavagem, é preciso saber da origem ilegal do dinheiro. E sacar direto do banco, deixando o RG, não faz parecer que o dinheiro seja ilegal", disse.

Comunicações
Falcão falou ainda sobre a regulamentação dos meios de comunicação. Segundo ele, os donos dos oligopólios da mídia "utilizam" seus noticiários "para se manter no poder". "A Constituição proíbe isso. Necessitamos de uma lei que possa fazer valer a Constituição."

Ele negou que o PT no governo tenha a intenção de adotar medidas mais fortes contra os meios de comunicação, tal como fizeram a Venezuela de Hugo Chávez e a Argentina de Cristina Kirchner. "Não proponho expropiá-los, mas é necessário criar um período de transição para que os donos optem para escolher entre um mandato legislativo e seguir com os meios de comunicação", explicou. "Não queremos para o Brasil o modelo da Argentina e da Venezuela, queremos liberdade de expressão e os monopólios dentro da lei. Queremos mudar o sistema de concessões e evitar que os políticos sejam donos dos meios de comunicação."

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