Russomano tem orgulho de empresário condenado

Em passeio de bicicleta neste sábado, o candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRB minimizou sua relação com o sócio e dono da marca de refrigerante Dolly, Laerte Codonho, que já foi condenado à prisão por crimes tributários: "Tenho orgulho dele porque é um batalhador"

Russomano tem orgulho de empresário condenado
Russomano tem orgulho de empresário condenado (Foto: Fotoarena/Folhapress)

247 - O candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRB, Celso Russomanno, se esquivou de aprofundar em detalhes sua relação com o sócio e dono da marca de refrigerante Dolly, Laerte Codonho, na sábado, durante passeio de bicicleta. Questionado sobre a acusação de ter usado seu cargo enquanto deputado para beneficiar o sócio, o candidato  negou que tenha feito algo errado e afirmou ter "orgulho" do empresário. "Isso é uma coisa de alguns anos. Não fiz defesa só para essa empresa, fiz para centenas", defendeu-se.

O jornal Estado de S. Paulo lembrou que, quando era deputado federal pelo PP, em 2004, Russomanno promoveu audiências sobre a disputa entre a Coca-Cola e a Dolly. Três anos depois, Codonho comprou parte da empresa de comunicação do candidato, a ND Comunicação, e doou R$ 250 mil para a campanha de Russomano ao governo do Estado, em 2010. "Tenho orgulho dele porque é um batalhador. Não vejo nenhum problema, não fiz nada de errado. Três anos depois que defendi a Dolly é que ele começou a patrocinar meu programa. Me conhecendo mais de perto, quis ficar sócio", disse.

Em nota enviada ao portal Terra após as declarações, Russomanno destacou que manteve "bom relacionamento e amizade com a direção da Coca-Cola". "Resolvi problemas de denúncias contra a empresa que chegaram à Comissão de Defesa do Consumidor na Câmara", disse. No caso da denúncia de suposta "concorrência ilegal" com a Dolly, ele disse que tentou "mediar uma solução, mas foi infrutífera. Então, levei para a Audiência Pública da Câmara".

Laerte Codonho foi condenado por falsidade ideológica pelo Tribunal Regional Federal (TRF), mas teve a pena extinta, porque o crime prescreveu. O candidato afirma que não tinha conhecimento sobre o assunto e disse que só vai opinar ao final do processo.

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