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Segundo debate em São Paulo esquenta campanha

"Estou sendo vítima de um massacre, porque estou em primeiro lugar nas pesquisas", disse Russomanno (PRB); Chalita (PMDB) rebateu Serra (PSDB), que o acusou de ter facilidade para mentir: "Não fui eu quem negou conhecer Paulo Preto"; Soninha (PPS) tocou na ferida de Haddad (PT): "E o Maluf?"

Segundo debate em São Paulo esquenta campanha (Foto: Edição/247)

247 - O debate da RedeTV! começou quente. E sustentou a temperatura ao longo dos blocos. Logo em sua primeira intervenção, Gabriel Chalita (PMDB) optou pelo tema educação e defendeu as escolas em tempo integral, que ele acusa José Serra (PSDB) de ter fechado. Segundo Serra, contudo, as escolas não foram fechadas. "Não é verdade que ele não fechou", retrucou Chalita. Serra rebateu: "Fico assombrado com a facilidade que o candidato Chalita tem para faltar com a verdade". O peemebista não deixou barato e disparou: "Não fui eu que neguei conhecer o Paulo Preto", em referência ao ex-diretor da Dersa acusado de atuar junto ao DNIT em busca de recursos para a campanha de Serra à Presidência da República em 2010.

Em sua hora de questionar, Soninha Francine (PPS) preferiu mirar Fernando Haddad (PT) e soltou: "E o Maluf, Haddad?", numa referência à aliança entre os petistas e o PP, do deputado federal e ex-prefeito Paulo Maluf. Em resposta, Haddad disse que não pretende "fulanizar" a política e, se o fizesse, poderia apontar que Celso Russomanno (PRB) é apoiado por Roberto Jefferson, presidente do PTB e delator do 'mensalão', e que Serra é apoiado pelo deputado Valdemar da Costa Neto (PR), suspeito de irregularidades no Ministério dos Transportes e réu do 'mensalão'.

Questionado por Carlos Giannazi (PSOL) sobre como combater a corrupção sendo base de um governo corrupto, Paulinho da Força (PDT) ironizou os socialistas: "Vocês são tão pouco que a gente nem liga. Seu partido fica falando mal dos outros, porque são tão poucos que não representam nada". Questionado por Serra sobre sua politica de distribuição de medicamentos, Giannazi manteve-se no ataque e disse que vai acabar com a "privataria tucana" na saúde. "A saúde na nossa cidade está falida", criticou.

Vítima

Russomanno, por sua vez, teve de se explicar de novo sobre sua ligação com a Igreja Universal, questionado por uma jornalista. "Só 6% (dos membros do partido) são da Universal", disse. O candidato lembrou que é católico e que um dos fundadores da sigla foi José Alencar, também católico fervoroso. Ele disse que não está em seus planos implantar uma igreja por quarteirão, e disse que isso seria apenas um desejo. "Meu partido aceita até homossexuais", destacou.

Mais adiante, ao responder a questão de Paulinho sobre por que é contra a contrução do Itaquerão, Russomano desmentiu a informação e se disse vítima. "Eu estou sendo vítima de um massacre, todo mundo está vendo, porque estou em primeiro lugar nas pesquisas, mas eu não me deixo levar por isso", comentou.

Em seu momento saia justa, Serra teve de comentar a rejeição de 43% na capital paulista. "Sou bastante conhecido", justificou, acrescentando: "A maioria tem juízo favorável". “É um assunto que vai ser resolvido na eleição. Tenho muita esperança de ir para o segundo turno”, completou.

Educação

O debate começou mais morno, pelo tema educação, tema da pergunta de Celso Russomano a Soninha Francine (PPS). Foi a deixa para Russomano criticar a progressão continuada, defendida por Serra. Haddad prefetiu perguntar a Russomano por que o candidato do PRB é contra sua proposta de Bilhete Único Mensal. Russomano respondeu que não enxerga a viabilidade econômica da proposta.

Paulinho escolheu Levy Fidelix (PRTB) para fazer sua pergunta: que fará pelas pessoas que moram longe do emprego? “Pretendo descentralizar o trânsito em São Paulo e possibilitar que ele seja mais fluido”, respondeu o candidato do PRTB, citando seu aerotrem. Paulinho disse que vai levar o emprego para a periferia.

Segundo debate

Muito se passou desde o primeiro debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo, realizado pela Band no dia 2 de agosto. Naquela época, o tucano José Serra ainda ostentava seu favoritismo sobre os outros candidatos, ameaçado apenas por Russomanno. Nesta segunda-feira, dia de debate realizado pela RedeTV! e pela Folha de S.Paulo, Serra aparece como o grande perdedor dos últimos dias, principalmente depois de que foi apontado com apenas 22% das intenções de voto pelo Datafolha, que ainda apontou uma rejeição de 43%. Russomano permanece na mesma, com seus 31%, mas Fernando Haddad (PT) disparou 6 pontos, chegando a 14%.