Sentado sobre 60 pedidos, Maia diz que impeachment de Bolsonaro será inevitável "no futuro"

O presidente da Câmara, que segura há meses os processos, destacou também a "falta de comando" por parte do governo no combate à pandemia da Covid-19. Declarações foram dadas no mesmo evento onde João Doria afirmou que o Brasil passa por um "genocídio" comandado por Bolsonaro

Maia e Bolsonaro em evento no Palácio do Planalto. 17/6/2020
Maia e Bolsonaro em evento no Palácio do Planalto. 17/6/2020 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - O atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que há meses segura dezenas de ações de impeachment contra Jair Bolsonaro, finalmente admitiu que será inevitável discutir a pauta no futuro.

Durante coletiva de imprensa do governo de São Paulo no Palácio dos Bandeirantes nesta sexta-feira (15), onde o governador João Doria não mediu palavras contra o presidente da República, dizendo que o Brasil passa por um genocídio, Maia destacou também a "falta de comando" por parte do governo no combate à pandemia da Covid-19. 

"Eu acho que esse tema de forma inevitável será discutido pela casa no futuro. Temos de focar no principal, que agora é salvar o maior número de vidas, mesmo sabendo que há uma desorganização e uma falta de comando por parte do ministério da Saúde", disse, conforme reportado no Uol.

A justificativa dada por Maia para não protocolar o processo neste momento foi o recesso do Congresso Nacional: "Nós estamos em recesso, desde março vivemos uma pandemia, da qual a nossa decisão não foi avaliar ou deixar de avaliar impeachment, mas, sim, compreender que a pandemia é a prioridade de todos nós", afirmou.

A pressão popular por um processo de impeachment vem crescendo. Para pressionar o presidente da Câmara a desengavetar os 60 pedidos, um panelaço está sendo organizado nesta sexta-feira (15), às 20h30, em todo o Brasil.

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