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Serra diz que “impeachment não resolve a crise”

"Já vimos que só com a proximidade da queda da Dilma a taxa de risco caiu mais de 100 pontos. A mudança de Governo trará imediatamente algumas melhoras, porque cria novas expectativas nas pessoas. A mudança é saudável. Os juros cairão e se gerará entusiasmo, mas isso só terá efeitos em curto prazo; para que essas crises não se repitam, é preciso trocar o regime presidencialista pelo parlamentarismo, e assim substituir os Governos sem traumas", disse o tucano em Lisboa, que almeja fazer parte de um eventual governo Temer em caso de impeachment

"Já vimos que só com a proximidade da queda da Dilma a taxa de risco caiu mais de 100 pontos. A mudança de Governo trará imediatamente algumas melhoras, porque cria novas expectativas nas pessoas. A mudança é saudável. Os juros cairão e se gerará entusiasmo, mas isso só terá efeitos em curto prazo; para que essas crises não se repitam, é preciso trocar o regime presidencialista pelo parlamentarismo, e assim substituir os Governos sem traumas", disse o tucano em Lisboa, que almeja fazer parte de um eventual governo Temer em caso de impeachment (Foto: Paulo Emílio)

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247 - O senador tucano José Serra (PSDB-SP), que defende com veemência a queda da presidente Dilma Rousseff, disse que apesar de considerar como certo o seu afastamento, "o impeachment não resolve a crise" pela qual o Brasil passa atualmente. Durante sua participação no IV seminário Luso-Brasileiro de Direito, em Lisboa, promovido pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, ele defendeu que o país troque o regime presidencialista pelo parlamentarismo.

"Já vimos que só com a proximidade da queda da Dilma a taxa de risco caiu mais de 100 pontos. A mudança de Governo trará imediatamente algumas melhoras, porque cria novas expectativas nas pessoas. A mudança é saudável. Os juros cairão e se gerará entusiasmo, mas isso só terá efeitos em curto prazo; para que essas crises não se repitam, é preciso mudar o trocar o regime presidencialista pelo parlamentarismo, e assim substituir os Governos sem traumas", afirmou.

Em sua participação no evento, o senador buscou minimizar os avanços e conquistas dos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma. "Dos anos cinquenta até os oitenta, o Brasil triplicou seu PIB; desde então, cresceu só 40%. O país se desindustrializou, e [o setor industrial] representa apenas 10% do PIB; toda a aposta da política econômica consistiu em favorecer o consumo", disse.

Segundo o tucano, o Brasil passa por um "período de agonia" e que "as grandes manifestações começaram ainda em 2013, por causa do desemprego, e voltaram em 2015, mas já centradas na crítica ao Governo". 

"Nunca acreditei que a Dilma possa perder o mandato por culpa da crise; o que ocorre no nosso país é que o sistema político impede uma mudança de Governo sem traumas. Historicamente, as mudanças presidenciais foram por suicídio, renúncia, deposição ou impeachment. O sistema presidencialista não permite outros. O impeachment, portanto, é um recurso político com decorrências jurídicas", disse, justificando a sua posição pelo afastamento da presidente Dilma. "Dizer que a política é a arte do possível é reacionário; eu prefiro dizer que a política é a arte de ampliar os limites do possível", completou.

Ele rechaçou as acusações de que o impeachment é um golpe contra um governo democraticamente eleito. "Estamos vivendo o período democrático mais longo da nossa história", afirmou.

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