STF fará história ao decretar que Moro é parcial, dizem juristas

Juristas indicam que o STF tem uma oportunidade histórica de fazer justiça e votar a favor da suspeição do ex-juiz Sergio Moro e declará-lo parcial na condução da Operação Lava Jato que prendeu arbritariamente o ex-presidente Lula

STF, Lula e Moro
STF, Lula e Moro (Foto: STF | Stuckert | ABr)
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247 - O Supremo Tribunal Federal (STF) tem uma oportunidade histórica de fazer justiça e votar a favor da suspeição do ex-juiz Sergio Moro e declará-lo parcial na condução da chamada Operação Lava Jato. O próprio STF prevê que o caso será concluído no primeiro semestre deste ano.

Moro é julgado suspeito na condução da Lava Jato por promover uma cruzada contra o ex-presidente Lula, com o objetivo de tirá-lo da disputa presidencial de 2018 para beneficiar Jair Bolsonaro. Com essa decisão do STF, todos os processos da operação deverão ser anulados. 

Os participantes do programa "Pauta Brasil: o julgamento de Lula", exibido na TV 247, destacaram a importância de o Supremo punir o ex-juiz não apenas para anular os processos da Lava Jato, mas para impedir que as ilegalidades de Moro, impunes, passem a servir de guia em futuros processos.

Pariciparam do programa Dora Cavalcanti, advogada criminalista e conselheira do Instituto de Defesa do Direito de Defesa, Alberto Toron, advogado criminalista e presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, Lenio Streck, jurista, professor de Direito Constitucional e pós-doutor em Direito, Marco Aurélio de Carvalho, fundador do Grupo Prerrogativas e da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia e especialista em Direito Público. Todos fazem parte do grupo Prerrogativas e participaram da feitura do Livro das Suspeições.

“Eu me deparei com a parcialidade de Moro, o momento exato que para mim ficou patente a ilegalidade, foi em julho 2015, quando ele apresentou uma denúncia instruída por documentos bancários obtidos na Suíça e que a gente sabia que era impossível chegarem naquele prazo. O pedido do Departamento de Recuperação de Ativos acabara de chegar à Suíça. Depois, o indeferimento sistemático aos pedidos da defesa para analisar o procedimento, e depois a gente vê as revelações da Vaza Jato, ficamos chocados”, afirmou a advogada Dora Cavalcanti. À época do episódio relatado, Dora defendia um dos executivos da Odebrecht.

“Foi uma tempestade perfeita”, disse o criminalista Lenio Streck. “O julgamento começou pelo fim, ou seja, a condenação do presidente Lula. Provas contrabandeadas, clandestinas, enfim, um conjunto de coisas que foi acontecendo que culminou na mudança de poder no Brasil. O cinismo sempre é doloso”, atacou.

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