Tarifaço de Gianetti repete fórmula de Rainha da França

Em artigo em seu blog, Paulo Moreira Leite compara a liberação geral de preços represados, defendida por Eduardo Gianetti, braço-direito de Marina Silva, com fórmula utilizada pela Rainha da França Maria Antonieta, que no século XVIII recomendou ao povo faminto que procurasse brioches, já que lhe faltava pão; chamado de "pioneiro do neo-conservadorismo tropical", Gianetti é descrito pelo jornalista como economista que sofre de "alienação social" e não aceita que nos dias de hoje a economia funcione respeitando os interesses da maioria

Em artigo em seu blog, Paulo Moreira Leite compara a liberação geral de preços represados, defendida por Eduardo Gianetti, braço-direito de Marina Silva, com fórmula utilizada pela Rainha da França Maria Antonieta, que no século XVIII recomendou ao povo faminto que procurasse brioches, já que lhe faltava pão; chamado de "pioneiro do neo-conservadorismo tropical", Gianetti é descrito pelo jornalista como economista que sofre de "alienação social" e não aceita que nos dias de hoje a economia funcione respeitando os interesses da maioria
Em artigo em seu blog, Paulo Moreira Leite compara a liberação geral de preços represados, defendida por Eduardo Gianetti, braço-direito de Marina Silva, com fórmula utilizada pela Rainha da França Maria Antonieta, que no século XVIII recomendou ao povo faminto que procurasse brioches, já que lhe faltava pão; chamado de "pioneiro do neo-conservadorismo tropical", Gianetti é descrito pelo jornalista como economista que sofre de "alienação social" e não aceita que nos dias de hoje a economia funcione respeitando os interesses da maioria (Foto: Aline Lima)

247 - O jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, comparou nesta terça-feira 9, em seu blog, as propostas para a economia de Eduardo Gianetti, principal assessor da presidenciável do PSB, Marina Silva, com a Rainha da França Maria Antonieta, que no século XVIII recomendou ao povo francês, faminto, que procurasse brioches já que lhe faltava pão.

Leite classificou as ideias do economista de Marina Silva como "aristocráticas e antiquadas". Ele citou a mais recente proposta de Gianetti, o chamado "choque tarifário", para liberar geral os preços represados pela política do governo Dilma Rousseff. Paulo Moreira Leite lembra ainda o radicalismo na posição de Eduardo Gianetti sobre a sustentabilidade.

"No esforço para diminuir a poluição ambiental produzida pelos puns do gado na Amazônia, Gianetti sugere uma mudança na alimentação do brasileiro: "Comer bife é uma extravagância do ponto de vista ambiental. O preço da carne vai ter de ser muito caro, o leite terá de ficar mais caro. Tudo que tem impacto ambiental vai ter de embutir o custo real e não apenas o monetário. Essa é a mudança decisiva"", escreve. 

Eis um trecho da análise de Paulo Moreira Leite:

"Garoto mimado do Estado mínimo brasileiro, pioneiro do neo-conservadorismo tropical, com muita audiência em jornais onde defende propostas que nunca tiveram voto em urna, o pensamento de Gianetti sofre de uma alienação social em grau absurdo. Não aceita a noção de que nos dias de hoje a economia de um país não pode funcionar sem respeitar os interesses da maioria, sem garantir a negociação entre classes sociais, base do regime político que permitiu ao capitalismo conviver com a democracia e o progresso dos humildes.

Economia, neste pensamento, é um exercício com ratos de laboratório. Não é uma obra de homens e mulheres com sua consciência e seus interesses, direitos adquiridos e projetos para o futuro, para suas famílias e seu país.

A última ideia de Gianetti para a economia, em caso de vitória de Marina Silva, é promover um tarifaço — a medida é tratada por um eufemismo, "choque tarifário" — para liberar preços represados pela política de Dilma Rousseff-Guido Mantega. São preços administrados, que estão no coração da economia."

Leia aqui a íntegra do texto.

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