Temer abandona reformas e quer tocar “arroz com feijão”

Investigado por vários crimes e ciente de que não tem força para aprovar mais nada, Michel Temer quer continuar no cargo mesmo sabendo que não poderá entregar as encomendas dos patrocinadores do golpe – seu projeto é tocar uma agenda "arroz com feijão", torturando o Brasil com sua permanência no Palácio do Planalto  

(Brasília - DF, 15/05/2017) Presidente Michel Temer durante entrevista para o programa Frente a Frente da Rede Vida. Foto: Marcos Corrêa/PR
(Brasília - DF, 15/05/2017) Presidente Michel Temer durante entrevista para o programa Frente a Frente da Rede Vida. Foto: Marcos Corrêa/PR (Foto: Aquiles Lins)

247 - A devastação política que sofreu Michel Temer com as revelações do empresário Joesley Batista decretaram, além da morte do peemedebista, o fim do sucesso de aprovação das reformas da Previdência e trabalhista que tramitam no Congresso. 

Com o Planalto ancorado no apoio do Congresso, Temer sabe que as acusações reveladas na delação da JBS devem corroer sua ampla maioria legislativa. Os 308 votos necessários na Câmara para aprovar a reforma da Previdência passaram a ser um objetivo distante.

Segundo reportagem da Folha neste domingo, 21, a avaliação de auxiliares do peemedebista é de que o governo precisa reorganizar a coalizão na base do "arroz com feijão" - ou seja, com apoio sistemático de 250 deputados, e não mais dos 330 tidos como fiéis antes da crise que assolou o Planalto.

Apesar do esforço de Temer em se segurar na perícia contratada pela Folha de S. Paulo sobre a gravação com Joesley, aliados estão pessimistas quanto ao sucesso da costura de votos para fazer avançar sua pauta legislativa.

Já há quem diga, mesmo no Planalto, que o peemedebista não tem saída e que sua escolha de tentar se segurar no cargo, com uma agenda mais modesta, será insuficiente para se salvar.

 

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