Temer perde no PSDB e pode tirar seus ministérios

A quantidade de deputados votando contra Michel Temer cresceu no PSDB; os tucanos “cabeças pretas”, críticos à aliança com Temer, ganharam o apoio de três deputados que se ausentaram da primeira votação — Shéridan (RR), Pedro Vilela (AL) e Eduardo Barbosa (MG) — levando a um placar interno de 23 a 20; com isso, o peemedebista já cogita trocar os ministros tucanos:  Aloysio Nunes (Itamaraty), Luislinda Valois (Direitos Humanos) e Bruno Araújo (Cidades), a pasta mais cobiçada entre os partidos da base

Ministros Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Bruno Araújo (Cidades) .2
Ministros Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Bruno Araújo (Cidades) .2 (Foto: Giuliana Miranda)

247 -  Os tucanos novamente saíram rachados da votação contra Michel Temer, como ocorreu na primeira denúncia, mas desta vez a leve vantagem ficou do lado da ala crítica ao governo.

Os tucanos “cabeças pretas”, críticos à aliança com Temer, ganharam o apoio de três deputados que se ausentaram da primeira votação — Shéridan (RR), Pedro Vilela (AL) e Eduardo Barbosa (MG) — levando a um placar interno de 23 a 20. Além disso, a ala governista do partido teve duas defecções: Ieda Crusius (RS) e Marco Tebaldi (SC), que haviam votado com Temer, faltaram à sessão de ontem.

Com um número maior de votos tucanos pela continuidade das investigações, Temer terá que administrar a pressão de líderes do Centrão pela retirada de ministros do PSDB: Aloysio Nunes (Itamaraty), Luislinda Valois (Direitos Humanos) e Bruno Araújo (Cidades), a pasta mais cobiçada entre os partidos da base.

No PSDB paulista, apesar de defesa pública do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a bancada votou em peso contra o relatório de Bonifácio de Andrada (PSDB-MG). Apenas a deputada Bruna Furlan (PSDB-SP) votou pela rejeição da denúncia.

— É bem provável que haja pressão do Centrão, mas acho que o Temer não vai trocar os ministros, porque corre o risco de perder mais do que outros partidos podem dar — avalia o secretário-geral do PSDB, deputado Silvio Torres (SP), um dos que votaram pela continuidade da denúncia contra Temer.

Durante a votação da denúncia, o líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP) liberou a bancada para votar como quisesse. Ele reconheceu o racha dos tucanos, e fez questão de demarcar que o parecer do relator não tinha o carimbo do PSDB.

As informações são de reportagem de Marina Lima e Catarina Alencastro em O Globo.

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