Temer trava PEC das eleições em 2017
Contrariando a vontade de 63% da população que defende sua saída imediata e a realização de eleições diretas, Michel Temer age para travar a tramitação da emenda à Constituição que permite eleição em 2017; deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), autor da proposta na Câmara, diz que o presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR), relatou pressões da Casa Civil para não levar a proposta a votação; "Voltamos a viver num presidencialismo de cooptação, em que o Parlamento está subordinado aos interesses do governo", critica
247 - O governo do presidente Michel Temer, que é rejeitado por 63% da população, que defende a renúncia de Temer e eleições diretas, segundo o Instituto Datafolha, age para barrar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que permite a realização de eleições diretas para presidente em 2017.
Segundo o autor da proposta na Câmara, deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), o texto está parado há seis meses nas mãos do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR), aliado de Temer.
"O presidente da CCJ disse que recebeu instruções da Casa Civil para não pautar a votação da emenda. Antigamente, isso seria uma denúncia", ironiza Miro. "Quantas vezes nós denunciamos a interferência do governo na tramitação de projetos no Congresso? Parece que voltamos a viver num presidencialismo de cooptação, em que o Parlamento está subordinado aos interesses do governo", critica.
Para relator da matéria, deputado Esperidião Amin (PP-SC), a demora é inexplicável. "O presidente da comissão me disse que iria pautar a votação, mas estamos esperando até hoje. Ele está demorando por interferência do governo", acusa Amin. "O Brasil não suportará uma eleição indireta. Se o ex-vice-presidente já é contestado, imagine um novo presidente eleito pelo Congresso de forma indireta", diz o deputado.