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Temer vai mexer na PF, que o carimbou de corrupto

Ministro da Justiça, Torquato Jardim, confirmou em conversa com sindicalistas, que fazem parte de seus planos trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello; mudança ocorre depois que a PF concluiu inquérito em que confirma que Michel Temer praticou corrupção no caso da mala com R$ 500 mil em propina da JBS, apreendida com seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures; saída de Daiello, é vista por seus pares como uma tentativa de interferir na Lava Jato; um dos nomes cotados para assumir o cargo ocupa o segundo posto na hierarquia da PF, o delegado Rogério Galloro, apontado por seus pares como um policial de perfil mais político

Ministro da Justiça, Torquato Jardim, confirmou em conversa com sindicalistas, que fazem parte de seus planos trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello; mudança ocorre depois que a PF concluiu inquérito em que confirma que Michel Temer praticou corrupção no caso da mala com R$ 500 mil em propina da JBS, apreendida com seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures; saída de Daiello, é vista por seus pares como uma tentativa de interferir na Lava Jato; um dos nomes cotados para assumir o cargo ocupa o segundo posto na hierarquia da PF, o delegado Rogério Galloro, apontado por seus pares como um policial de perfil mais político (Foto: Aquiles Lins)

247 - O ministro da Justiça, Torquato Jardim, confirmou na quinta-feira, 22, em conversa com sindicalistas, que fazem parte de seus planos trocar o diretor-geral da Polícia Federal.

A saída do diretor geral, Leandro Daiello, é vista por seus pares como uma tentativa de interferir na investigação, o que o ministro nega. O anúncio mudança no comando da PF foi feito em encontro realizado entre o ministro da Justiça e o presidente da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol), Sandro Avelar, além de outros três sindicalistas da federação e o diretor regional da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) em Brasília, Luciano Leiro.

"Ao invés de aumentar os quadros, que estão aquém do ideal, o ministro quer tirar atribuições da Polícia Federal. Isso num momento como esse é complicado", diz o delegado Sandro Avelar, presidente da Fenadepol.

Segundo a Folha de S. Paulo, um dos nomes cotados para assumir o cargo ocupa o segundo posto na hierarquia da PF, o delegado Rogério Galloro, apontado por seus pares como um policial de perfil mais político. A indicação de Galloro para o cargo teria sido feita pelo general Sérgio Etchegoyen, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Além da troca no comando da PF, o ministro também confirmou aos sindicalistas a intenção de colocar em outro órgão os funcionários que cuidam de funções que não têm relação com a atividade policial, como emissão de passaportes e controle de estrangeiros.