The Economist chama Serra de “A grande fera”

Em sua edio desta semana, que comeou a circular nesta quinta-feira, revista britnica destaca a entrada do ex-governador na corrida pela sucesso em So Paulo; Jos Serra ataca de novo, diz a publicao, que constata o fracasso do PSDB em criar uma nova gerao de lderes

The Economist chama Serra de “A grande fera”
The Economist chama Serra de “A grande fera” (Foto: JOSÉ PATRÍCIO/AGÊNCIA ESTADO)
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247 – Fernando Haddad deve enfrentar uma grande fera nas eleições municipais deste ano. Quem diz é a revista britânica "The Economist", que destaca uma página (aqui, em inglês) de sua edição desta semana para tratar da entrada do ex-governador José Serra na corrida pela sucessão na Prefeitura de São Paulo. A publicação faz um apanhado dos acordos que levaram à indicação de Haddad como pré-candidato do PT e destaca a demora de Serra para entrar na dipusta.

Segundo a publicação, o resultado da eleição deste ano em São Paulo será especialmente importante, pois afeta o futuro do PSDB e a disputa presidencial de 2014. “Quando o atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, terminar seu mandato em 2014, o Estado (São Paulo) terá estado nas mãos do PSDB por 20 anos”, lembra a revista. É esse o pano de fundo, analisa “The Economist”, para a manobra de Lula para trocar a candidatura de Marta Suplicy pela de Fernando Haddad, “um ex-ministro da Educação praticamente desconhecido em São Paulo”.

A reportagem da revista avalia que Lula apostava no apoio do prefeito Gilberto Kassab, e, agora que o fundador do PSD aderiu a Serra, resta a Haddad enfrentar “uma grande fera”. Grande fera que terá de superar o fato de ter descumprido a promessa de que não abandonaria o cargo de prefeito prematuramente para concorrer ao governo do Estado (como fez em 2006).

E por falar em passado, “The Economist“ também destaca que Serra foi o último candidato do PSDB a concorrer à presidência, em parte porque “ninguém conseguiu pensar em uma maneira de pará-lo”. A insistência do ex-governador em concorrer mais uma vez, segundo a revista, não deixa de servir de constatação do fracasso do PSDB em criar uma nova geração de líderes.

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