Tijolaço: PSDB só quer brincar de impeachment em fevereiro

"Depois de bradar que 'o país não aguenta mais um dia do desgoverno Dilma Rousseff', depois de exigir, aos berros, que o Congresso não entrasse em recesso, agora, o PSDB, agora, que deixar a discussão do impeachment fique para fevereiro, no final do recesso parlamentar. Claro, depois do Carnaval, que vai até o dia 10. Não, não é piada. O motivo? Simples, sabem que não têm votos para alcançar os dois terços da Câmara necessários para a abertura do processo e nem mesmo sabem se terão maioria na Comissão Especial"; a observação é do jornalista Fernando Brito, do Tijolaço

Senador Aécio Neves (PSDB-MG) na porta do Plenário do Senado. Foto: Ana Volpe/Agência Senado
Senador Aécio Neves (PSDB-MG) na porta do Plenário do Senado. Foto: Ana Volpe/Agência Senado (Foto: Valter Lima)
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Fernando Brito, do Tijolaço - Depois de bradar que “o país não aguenta mais um dia do desgoverno Dilma Rousseff”, depois de exigir, aos berros, que o Congresso não entrasse em recesso, agora, o PSDB, agora, que deixar a discussão do impeachment fique para fevereiro, no final do recesso parlamentar. Claro, depois do Carnaval, que vai até o dia 10…

Não, não é piada, não, está na Folha, com todas as letras.

O motivo?

Simples, sabem que não têm votos para alcançar os dois terços da Câmara necessários para a abertura do processo e nem mesmo sabem se terão maioria na Comissão Especial que teria de aprovar a indicação para o voto do plenário ou, simplesmente, arquivar o pedido.

Contam, portanto, em manter o país por mais quase três meses em agonia, o governo em situação instável e jogar numa degradação maior da situação econômica.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB) chega ao cúmulo de dizer que “a população não vai se mobilizar no Natal, no Ano Novo, nas férias escolares, que emenda com o Carnaval” e que “até é bom” para Dilma a demora, porque “terá um fôlego para governar”.

É muita desfaçatez. Os que não deixaram Dilma respirar desde o dia das eleições, há mais de um ano, agora querem, que bonzinhos, deixar “ela governar” com o mandato debaixo da espada do impeachment…

Enquanto isso, quem sabe, a turma tucana pega umas comprinhas de Natal em Miami ou Nova York.

É o primeiro caso na história de golpismo com férias de verão!

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