Toledo ainda influi em Furnas, diz jornal Valor

Reportagem de hoje do mais influente jornal de economia do Pas mostra que ex-presidente Dimas Fabiano Toledo, cujas declaraes registradas em cartrio sobre caixa 2 na estatal esto sendo publicadas por 247, ainda manda muito ali

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Marco Damiani_247 – Principal jornal dedicado a economia, negócios e finanças do País, o Valor Econômico publica uma página inteira, em sua edição desta segunda-feira 25, com reportagem sobre a estatal Furnas Centrais Elétricas S.A. Sob o título “Seis meses depois, Furnas só trocou de presidente”, apoiado pela linha fina “Maior foco de denúncias de loteamento político, estatal manteve as diretorias entre PT, PMDB e PR”, o trabalho de apuração dos jornalistas Cristian Klein, Josette Goulart e Claudia Schuffer mostra que a estatal de maior orçamento do setor elétrico – R$ 9 bilhões – continua, “seis meses depois da posse (da presidente Dilma Rousseff), quase intacta”. Uma alusão à manutenção de toda a diretoria montada na gestão anterior, à exceção da presidência, na qual o ex-presidente Carlos Nadalutti foi substituído por Flavio Decat.

A reportagem mostra que havia motivos para se esperar uma grande mudança na cúpula da estatal que, conforme 247 vem publicando, teve no passado recente um presidente (Dimas Fabiano Toledo) que registrou em cartório o caixa dois que ele mesmo formou e operava (leia mais). A expectativa de mudança começou a se formar a partir da divulgação, em janeiro, de uma carta assinada por centenas de funcionários de Furnas, com um pedido à presidente Dilma Rousseff para ter atenção especial sobre a estatal.

“Furnas passa por uma das maiores crises de sua história e teme-se por seu futuro”, diz o texto dos funcionários, reproduzido na reportagem do Valor Econômico. “Os empregados preocupados com o futuro da empresa apostam na intervenção da presidente Dilma Rousseff”.

A reportagem mostra que não houve mudanças na cúpula da estatal, em razão de inúmeros acordos políticos em torno do preencimento dos principais cargos. Está registrado no texto que o atual diretor de Construção, Marcio Antonio Arantes Porto, fora indicado por dois parlamentares: Valdir Raupp (PMDB-RO) e Dimas Toledo (PSDB-MG), que vem a ser o filho do ex-presidente Dimas Fabiano Toledo.

A matéria do Valor, na subretranca “Estatal foi estopim do mensalão no governo Lula”, informa que as denúncias que culminaram na acusação do mensalão do governo Lula foram motivadas pela derrota, entre 2004 e 2005, sofrida pelo deputado Roberto Jefferson na indicação da “cobiçada diretoria de Planejamento, Engenharia e Construção, hoje subdividida nas diretorias de Engenharia (DE) e Construção (DC)”.

“Mesmo dois anos depois de assumir (a Presidência da República), o ex-presidente Lula não havia conseguido tirar da diretoria o polêmico mineiro Dimas Fabiano Toledo. Técnico de carreira, mas muito ligado à administração do PSDB, Toledo era suspeito de utilizar a proximidade com empreiteiras, que o cargo proporcionava, para arrecadar recursos para campanhas eleitorais”, escreve o jornalista Cristian Klein, do Valor. Após ter sido presidente de Furnas, Toledo tornou-se um de seus diretores.

A reportagem prossegue:

“Segundo as declarações de Roberto Jefferson à época, Lula considerava Toledo ‘extremamente tucano’ e cobrava sua saída, o que não acontecia. O ex-presidente teria ficado especialmente irritado por ter tranferido R$ 1,5 bilhão para a Cemig, para fazer o programa Luz Para Todos em favelas mineiras, e ver o crédito nas placas atribuído ao governo Aécio Neves (PSDB)”.

“A Toledo – diz o texto do Valor – também é atribuída a elaboração de uma lista com nomes de mais de 150 políticos, a maior parte de partidos aliados que sustentavam o governo Fernando Henrique Cardoso, que receberam doações de caixa 2 arrecadadas por ele”.

O arremate é o seguinte:

“Segundo uma fonte com ligações com Furnas, o ex-diretor ainda teria influência na empresa”.

 

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