Trapalhada da Casa Civil: Palocci liga para ex-ministros e pede desculpas

Ministro da Casa Civil telefona para autoridades dos governos FHC e Sarney, citados em nota oficial, pedindo desculpas pela descortesia

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Marco Damiani, 247_ Um a um, o chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, telefonou ao longo desta quarta-feira 18 com pedidos de desculpas. Foram procurados o ex-presidente do Banco Central, Persio Arida, o ex-presidente do BNDES, André Lara Resende, e os ex-ministros da Fazenda, Pedro Malan e Maílson da Nóbrega. Todos eles haviam sido citados em nota oficial do Gabinete Civil como sendo ex-integrantes do governo federal que fizeram fortuna após terem passado pela administração federal. “O cargo de ex é bastante valorizado neste País”, chegou a registrar o documento, que teve intensa repercussão desde a sua divulgação, no final da tarde da terça 17. Posteriormente, foi desmentido.

“Aconteceu, no mínimo, uma descortesia, e houve quem tivesse ficado bastante indignado”, comentou com Brasil 247 um dos ‘ex’ procurados por Palocci. O pedido de desculpas, acompanhado da alegação do chefe da Casa Civil de que a nota nunca deveria ter sido redigida e muito menos divulgada, ajudou a reposicionar a imagem de Palocci junto aos economistas citados. Mas que houve um grande arranhão, isso é inegável. Mesmo rechaçada depois de ser conhecida publicamente, a nota passou a nítida impressão de que a assessoria de Palocci procurou nivelar todos os citados ao próprio ministro. Ele comprou, por meio de sua empresa de consultoria, um apartamento de R$ 6,6 milhões e um escritório de R$ 852 mil, sem, no entanto, informar de quais clientes obteve a renda suficiente para as aquisições. Ao contrário, ainda, dos ex-integrantes do primeiro escalão federal citados, Palocci afirmou que manteve sua empresa de consultoria durante o período em que exerceu o mandato de deputado federal. Malan, hoje integrante da cúpula do Itaú Unibanco, Maílson, titular da Tendências Consultoria, Arida, sócio do BTG Pactual, e Lara Resende, gestor da fortuna de Athina Onassis, jamais tiveram mandato eletivo.

Gestão da crise

No meio do furacão, a empresa Projeto, de Palocci, contratou a empresa de assessoria FSB, que tem vários contratos no governo federal, para gerir a crise. O email da Casa Civil, produzido pelo assessor Thomas Traumann, foi considerado "desastroso", por ter comparado o comportamento de Palocci ao de autoridades do passado.

 

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