Tristeza, raiva, insegurança e desânimo: sentimentos explicam opção política

"O que não consigo entender é como ele (Bolsonaro) conseguiu este avanço nas pesquisas, depois das gigantescas manifestações contra a sua candidatura, promovidas pelas mulheres do #EleNão no fim de semana", escreve o jornalista Ricardo Kotscho

Tristeza, raiva, insegurança e desânimo: sentimentos explicam opção política
Tristeza, raiva, insegurança e desânimo: sentimentos explicam opção política (Foto: Dir.: em cima (Marcelo Camargo - ABR) / embaixo (Stuckert))
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247 - "Nada melhor do que a pesquisa do mesmo Datafolha divulgada nesta quarta-feira sobre os sentimentos que dominam a população brasileira no momento, para explicar a nova rodada sobre intenção de votos da véspera na eleição presidencial (ver post anterior), em que Bolsonaro cresceu e abriu 11 pontos de vantagem (32% a 21%) sobre Haddad, que viu sua rejeição disparar 9 pontos", escreve o jornalista Ricardo Kotscho.

"Quando pensam no Brasil de hoje o que as pessoas sentem?, perguntou a pesquisa publicada pelo jornal, bem resumida neste título: 'Para maioria, pensar no país gera tristeza'. A grande maioria respondeu que sente raiva (68%), desânimo (78%), tristeza (79%) e insegurança (88%). Eu também sinto tudo isso há bastante tempo, como vocês sabem. Faço parte desta maioria. Mais do que qualquer analista político, só psiquiatras e psicólogos poderiam explicar as duas pesquisas, uma complementando a outra, a apenas 4 dias da eleição", acrescenta.

O jornalista avalia que "o tresloucado capitão reformado do Exército soube catalizar melhor do que ninguém estes sentimentos negativos da população e os amplificou no seu discurso de ódio contra o petismo, os direitos humanos, as minorias e a própria democracia".

"O que não consigo entender é como ele conseguiu este avanço nas pesquisas, depois das gigantescas manifestações contra a sua candidatura, promovidas pelas mulheres do #EleNão no fim de semana. E mais incrível e inexplicável ainda foi Bolsonaro crescer de 21% para 28% no eleitorado feminino, exatamente neste período, de uma semana para outra, depois de um longo período estacionado nas pesquisas enquanto estava no hospital se recuperando do atentado", continua.

Leia a íntegra no Balaio do Kotscho

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