TSE analisa hoje se usa delações no julgamento de Temer

O TSE retoma nesta quinta-feira o julgamento que pode cassar Michel Temer; no início da primeira sessão, marcada para a parte da manhã, serão votadas questões preliminares apresentadas pelas defesas de Temer e da ex-presidente Dilma Rousseff; entre elas, está a validade de informações colhidas pela Operação Lava-Jato, como as delações de executivos da Odebrecht e do marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura; relator do caso, ministro Herman Benjamin, defendeu manter no processo relatos de executivos da Odebrecht e deve votar hoje pela condenação dos candidatos; ao menos dois ministros devem concordar com ele: Luiz Fux e Rosa Weber

TSE, julgamento chapa Dilma-Temer, Herman Benjamin e Fux
TSE, julgamento chapa Dilma-Temer, Herman Benjamin e Fux (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) retoma nesta quinta-feira o julgamento da ação de abuso de poder econômico da chapa que venceu as eleições presidencias em 2014. No início da primeira sessão, marcada para as 9h, serão votadas questões preliminares apresentadas pelas defesas de Temer e da ex-presidente Dilma Rousseff. Entre elas, está a validade de informações colhidas pela Operação Lava-Jato, como as delações de executivos da Odebrecht e do marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura. A sessão começa às 9h.

Na quarta-feira, o relator do caso, ministro Herman Benjamin, defendeu manter no processo relatos de executivos da Odebrecht de que a campanha foi abastecida com dinheiro de propina de contratos da empreiteira com a Petrobras e deve votar hoje pela condenação dos candidatos. Ao menos dois ministros devem concordar com ele: Luiz Fux e Rosa Weber.

A tendência, no entanto, é que a maioria do TSE concorde com as defesas, eliminando essa prova do processo. Ainda assim, o relator votará pela condenação. Para ele e os outros dois ministros que concordariam com a tese, as provas de que houve fraude na prestação de serviços pelas gráficas da campanha são fortes o suficiente para a condenação.

As informações são de reportagem de O Globo.

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