Vaccarezza: “O procurador-geral deve explicações”

Deputado federal e membro da CPI do Cachoeira defende convocao de Roberto Gurgel para que o procurador-geral da Repblica explique por que sentou em cima, por quatro anos, de um inqurito que envolvia Demstenes Torres

Vaccarezza: “O procurador-geral deve explicações”
Vaccarezza: “O procurador-geral deve explicações” (Foto: Saulo Cruz/Agência Câmara)

247 – O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) defendeu a convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pela CPI do Cachoeira. O assunto foi o destaque do início dos trabalhos da comissão. “O procurador ter sentado nestas investigações por 4 anos não é correto. Ele deve explicação para a sociedade brasileira”, disse o ex-líder do governo na Câmara, em referência a inquérito que poderia comprometes o senador Demóstenes Torres, também protagonista das investigações sobre o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

A convocação de Gurgel foi posta em questão por uma série de parlamentares, sob o argumento de que, enquanto procurador-geral, Gurgel deve receber o relatório final da CPI e decidir se ele deve ser encaminado ao Supremo Tribunal Federal. Enquanto participante da comissão, ele ficaria impedido de julgar seu resultado. Favoráveis e contrários à convocação de Gurgel se dividiram entre governistas e oposição, respectivamente.

“Não podemos começar nos restringindo”, disse o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), também defensor da convocação de Gurgel. O senador Fernando Collor (PTB-AL) defendeu o direito constitucional das CPIs de convocar “qualquer” cidadão, inclusive o procurador-geral da República. Assim como Vaccarezza, o senador baseia seu argumento na demora de Gurgel em ofertar denúncia sobre fatos apurados pela Polícia Federal desde 2009.

O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), foi um dos que rechaçou a convocação de Gurgel. “Se já foi explicado aqui (CPMI) que há similaridade entre o cargo de procurador-geral com o dos ministros do Supremo Tribunal Federal, então, não faz sentido essa insistência. Por que então não trazer o (Ricardo) Lewandowiski (relator do processo da Operação Monte Carlo), por que não trazer o Ayres Britto? ”, ironizou Bueno.

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