“Vamos fazer aeroportos como fazemos hidrelétricas”, diz Dilma

Em entrevista, a presidente Dilma Rousseff diz que no tem preconceitos contra nenhuma forma de investimentos

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A presidente da República, Dilma Rousseff, disse, em entrevista publicada nesta quinta-feira (17) pelo jornal "Valor Econômico", que o governo lançará mão das concessões em aeroportos para garantir a expansão da aviação e melhorar a infraestrutura do País para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. "Vamos fazer concessões, aceitar investimentos da iniciativa privada que sejam adequados aos planos de expansão necessários. Vamos articular a expansão de aeroportos com recursos públicos e fazer concessões ao setor privado. Não temos preconceito contra nenhuma forma de investimento nessa área, como não tivemos nas rodovias", disse a presidente.

As concessões, segundo ela, podem ser realizadas nos aeroportos já existentes ou na construção de novas áreas "da mesma forma que se faz numa hidrelétrica". Os investimentos públicos no setor, porém, não serão abandonados. "Vamos fazer concessão do que existe, fazer um novo terminal, por exemplo. Posso fazer concessão administrativa com cláusula de expansão. Posso fazer concessão onde nada existe, como a construção de um aeroporto da mesma forma que se faz numa hidrelétrica. É possível que haja necessidade de investimentos públicos em alguns aeroportos. O Brasil terá que ter aeroportos regionais", explicou a presidente.

Dilma confirmou que criará a Secretaria de Aviação Civil com nível de ministério. "Queremos uma verdadeira transformação nessa área. Para ela (nova secretaria) irá a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a Infraero e toda a estrutura para fazer a política." A medida provisória para criar a secretaria será enviada até o fim deste mês ao Congresso.

Dilma aproveitou a entrevista para passar um recado ao mercado. "Eu não vou permitir que a inflação volte no Brasil. Não farei qualquer negociação com a taxa de inflação. Não farei. E não acho que a inflação no Brasil seja de demanda", afirmou, além de rejeitar as avaliações de que a alta de preços tenham origem no crescimento da economia. "Houve um processo de pressão inflacionária que tem componente ligado às commodities e, no Brasil, tem o fator inercial. Mas é compatível segurar a inflação e ter uma taxa de crescimento sustentável para o país. Caso contrário, é aquela velha tese: tem que derrubar a economia brasileira. (...) Nós não vamos fazer isso. Não vamos e não estamos fazendo. Estamos tomando medidas sérias e sóbrias. Estamos contendo os gastos públicos. É compatível segurar a inflação e ter uma taxa de crescimento sustentável para o país. Caso contrário, é aquela velha tese: tem que derrubar a economia brasileira. (...) Nós não vamos fazer isso. Não vamos e não estamos fazendo", disse a presidente.

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