Vanessa: Decreto não durou nem 24 horas porque Temer está isolado

Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), em discurso na tribuna do Senado nesta quinta-feira, classificou como "lamentável" o decreto de Michel Temer para o usa das Forças Armadas para conter as manifestações que pedem a sua renúncia; segundo ela, o medida remonta o período obscuro da nossa história e o decreto não durou nem 24 horas porque o presidente Temer teve que revogá-lo diante dos apelos da própria base aliada; "É mais que um decreto controverso. É lamentável por remontar ao período da ditadura. Nos leva de volta àqueles 21 anos em que a população brasileira não tinha liberdade de expressão nem de manifestação", afirmou a senadora

Michel Temer e Vanessa Grazziotin
Michel Temer e Vanessa Grazziotin (Foto: Aquiles Lins)

Portal Vermelho - A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), em discurso na tribuna do Senado nesta quinta-feira, classificou como "lamentável" o decreto de Michel Temer para o usa das Forças Armadas para conter as manifestações que pedem a sua renúncia. Segundo ela, o medida remonta o período obscuro da nossa história e o decreto não durou nem 24 horas porque o presidente Temer teve que revogá-lo diante dos apelos da própria base aliada.

"É mais que um decreto controverso. É lamentável por remontar ao período da ditadura. Nos leva de volta àqueles 21 anos em que a população brasileira não tinha liberdade de expressão nem de manifestação", afirmou a senadora.

Vanessa ainda repeliu a criminalização dos movimentos sociais feita pelo governo e pela grande mídia. Denunciou a violência de “grupos infiltrados” entre os manifestantes que Temer usou para publicar o decreto que autorizou o uso das Forças Armadas nas ruas da capital do país.

Vanessa disse que já apresentou um ofício pedindo que a presidência do Senado tome as providências para investigar o que ocorreu na Esplanada.

"Eu estava lá e vi o que aconteceu. Havia grupos infiltrados, coesos tentando passar para a população a ideia de que manifestação era baderna Mas as pessoas estavam dizendo “não” às reformas trabalhista e da previdência e “sim” para as eleições diretas", garantiu.

Durante a sessão desta quarta (24), a senadora anunciou a formalização do pedido para que a Presidência do Senado solicite da Polícia Militar do Distrito Federal mais respeito no tratamento com os manifestantes.

A senadora contou que estava em um carro de som no início desta tarde e presenciou o início dos confrontos entre pessoas presentes à manifestação e os policiais.

"Podíamos ver uns 50, 60 homens mascarados com paus na mãos. Eu falei do caminhão, pedi para que não usassem máscara porque ali só tinha pais e mães de família, só tinha trabalhadores", relatou a senadora.

Vanessa acredita que essas pessoas foram infiltradas na manifestação para causar confusão e a polícia respondeu imediatamente de forma violenta.

"Nós sabemos que toda polícia tem uma inteligência. Por que a polícia não separou essas pessoas? Ontem, vários parlamentares foram ao governador Rodrigo Rollemberg pedir tratamento digno aos manifestantes, sem violência. Mas lá está um verdadeiro campo de guerra", lamentou a senadora.

Reforma Trabalhista

A senadora criticou ainda a maneira como o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) apresentou o relatório sobre o projeto da reforma trabalhista. Segundo ela, “ele abriu mão de legislar e passou a ser um assessor do presidente Temer” ao apresentar um parecer com recomendações sobre vetos e edição de medidas provisórias sobre alguns pontos do texto do PLC 38/2017. 


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