Veja: Palocci mora em apartamento em nome de laranja

A semanal da Abril revela que apartamento de luxo locado por Palocci em So Paulo tem como dono uma empresa fantasma, pertencente a um rapaz que vive num casebre; oposio j fala em CPI



Brasil 247 _ “Ladeado por varandas, com quatro suítes, três salas, duas lareiras, churrasqueira e outros requintes”. É assim que a revista Veja que circula neste sábado descreve o apartamento em que vive “a família Palocci”, em São Paulo, no bairro nobre de Moema, zona sul. O valor do condomínio, ali, é de R$ 4 mil mensais, mais o IPTU de R$ 2,3 mil mês a mês. Locado, o preço do alugado, estimado pela revista com base em imóveis iguais no mesmo edifício, é de R$ 15 mil mensais. Até, digamos, mais ou menos tudo bem, para quem multiplicou por vinte, nos últimos quatro anos – e, especialmente, na reta final da campanha eleitoral de 2010 – o seu próprio patrimônio. Mas o que a Veja descobriu e revelou é ainda mais constrangedor para Palocci. O apartamento está registrado em nome da empresa Lion Franquia e Participações Ltda, que tem como cotista com 99,5% do capital Dayini Costa Nunes e, o restante, em nome de Filipi Garcia dos Santos, de 17 anos. Dayini tem 23. Representante comercial, ele mora, de acordo com a apuração da revista, em um casebre no ABC. Como poderia ter um apartamento avaliado em mais de R$ 4 milhões de reais. Com uma ilustração que mostra uma laranja descascada, Veja aponta para o seguinte: Palocci mora num apartamento que pertence a uma empresa fictícia, tendo se utilizado dos ‘larajas’ Dayini e Filipi para encobrir seu elegante e luxuso lar paulistano. A desconfiança é a de que o apartamento não pertença à empresa Lion, mas a outra pessoa jurídica ou pessoa física.

As novas denúncias publicadas pela revista Veja deverão facilitar o recolhimento de assinaturas na Câmara e no Senado para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o enriquecimento do ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci.

O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), está convicto de que será possível obter as 27 assinaturas necessárias para a instalação da CPI. "É inevitável a CPI. Todos aqueles que estavam aguardando um parecer da Procuradoria-Geral da República para decidir o que fazer agora não vão ter como não assinar o pedido de CPI", disse Demóstenes.

Faltam oito assinaturas para que a comissão possa funcionar no Senado. "Mas com essa denúncia, acho que vamos conseguir um número superior às 27 assinaturas", observou.

A expectativa é que os senadores do chamado "PMDB rebelde" assinem todos a CPI - até agora só os peemedebistas Roberto Requião (PR) e Jarbas Vasconcelos (PE) aderiram ao pedido de CPI.

Para o líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), a situação de Palocci é "insustentável". "Não tem mais como ele ser mantido como ministro", disse. A oposição vai insistir para que Palocci seja convocado para depor na Comissão de Agricultura da Casa. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), vai decidir se a convocação aprovada na Comissão na quarta-feira é válida ou não.

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