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A pedido de Barbosa, PF investiga advogado de Genoino

Na representação que encaminhou à Procuradoria da República, o ministro Joaquim Barbosa acusa o advogado Luiz Fernando Pacheco de desacato, calúnia, difamação e injúria; em sessão do dia 11 de junho, advogado foi expulso da sessão do STF por determinação de Barbosa, porque o defensor insistia que o pedido de prisão domiciliar de José Genoino fosse analisado pelo plenário

Na representação que encaminhou à Procuradoria da República, o ministro Joaquim Barbosa acusa o advogado Luiz Fernando Pacheco de desacato, calúnia, difamação e injúria; em sessão do dia 11 de junho, advogado foi expulso da sessão do STF por determinação de Barbosa, porque o defensor insistia que o pedido de prisão domiciliar de José Genoino fosse analisado pelo plenário (Foto: Valter Lima)
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247 - A Polícia Federal abriu inquérito para investigar a conduta do advogado Luiz Fernando Pacheco, defensor do ex-deputado federal José Genoino, que durante sessão do dia 11 de junho entrou em atrito com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa. A requisição de abertura de inquérito foi feita pela Procuradoria da República no Distrito Federal, após representação feita por Barbosa.

Na sessão do dia 11, o advogado solicitava insistentemente que a corte analisasse o pedido de prisão domiciliar de Genoino e teve o microfone desligado por Barbosa, que presidia a sessão. Ao insistir, o advogado acabou sendo retirado do plenário por ordem do presidente do STF. Já fora da sessão, ele disse que Barbosa é uma figura "nefasta" e o comparou a Torquemada, o fervoroso inquisidor espanhol do século 15. 

Na representação que encaminhou à Procuradoria da República, Barbosa fala de desacato, calúnia, difamação e injúria. A requisição para a abertura de inquérito foi enviada no dia 17 pela procuradora Anna Paula Coutinho de Barcelos Moreira. A PF diz que já instaurou a investigação, que tem prazo de 30 dias, renováveis.

No documento enviado, o Ministério Público requisita à PF que tome o depoimento do advogado e dos seguranças que fizeram a retirada dele do plenário, além da obtenção das imagens da sessão. Após a investigação, caberá à procuradora decidir se apresenta ou não denúncia criminal contra Pacheco. Não há data para que a decisão seja tomada.