Agnelo: "Tenho orgulho do que fiz em quatro anos"

Em entrevista ao 247, o governador Agnelo Queiroz defende sua administração e aponta motivos pelos quais julga merecer ser reeleito; "Eu peguei o Distrito Federal em estado caótico, organizei sua administração, sua economia, fiz grandes realizações mas conclui apenas uma parte das grandes mudanças necessárias. Se entreguei 28 creches, vou fazer mais 112. Se fiz o Expresso DF Sul, quero fazer o Norte, o Oeste e o Centro-Oeste.  Fiz seis UPAS mas entregarei mais 12 no segundo mandato. Se coloquei uma parte das crianças no ensino integral, vou universalizar o acesso no segundo mandato", afirma; à espera de uma definição sobre a candidatura de José Roberto Arruda, ele se mostra pronto para enfrentá-lo, assim como o candidato do PSB, Rodrigo Rollemberg

Em entrevista ao 247, o governador Agnelo Queiroz defende sua administração e aponta motivos pelos quais julga merecer ser reeleito; "Eu peguei o Distrito Federal em estado caótico, organizei sua administração, sua economia, fiz grandes realizações mas conclui apenas uma parte das grandes mudanças necessárias. Se entreguei 28 creches, vou fazer mais 112. Se fiz o Expresso DF Sul, quero fazer o Norte, o Oeste e o Centro-Oeste.  Fiz seis UPAS mas entregarei mais 12 no segundo mandato. Se coloquei uma parte das crianças no ensino integral, vou universalizar o acesso no segundo mandato", afirma; à espera de uma definição sobre a candidatura de José Roberto Arruda, ele se mostra pronto para enfrentá-lo, assim como o candidato do PSB, Rodrigo Rollemberg
Em entrevista ao 247, o governador Agnelo Queiroz defende sua administração e aponta motivos pelos quais julga merecer ser reeleito; "Eu peguei o Distrito Federal em estado caótico, organizei sua administração, sua economia, fiz grandes realizações mas conclui apenas uma parte das grandes mudanças necessárias. Se entreguei 28 creches, vou fazer mais 112. Se fiz o Expresso DF Sul, quero fazer o Norte, o Oeste e o Centro-Oeste.  Fiz seis UPAS mas entregarei mais 12 no segundo mandato. Se coloquei uma parte das crianças no ensino integral, vou universalizar o acesso no segundo mandato", afirma; à espera de uma definição sobre a candidatura de José Roberto Arruda, ele se mostra pronto para enfrentá-lo, assim como o candidato do PSB, Rodrigo Rollemberg (Foto: Aline Lima)

Por Paulo Moreira Leite e Tereza Cruvinel

Para um político com boa tradição eleitoral, o governador Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, enfrenta um desafio duríssimo até 5 de outubro. Depois de obter um segundo lugar honroso ao disputar o governo do DF pela primeira vez, em 2006, Agnelo obteve 66% dos votos quatro anos mais tarde. Herdeiro de uma situação de caos – em apenas um ano, sua cadeira teve quatro ocupantes diferentes – ele teve quatro anos para arrumar a casa e colocar de pé um respeitável conjunto de investimentos e programas sociais. O próprio Agnelo se diz convencido de que fez um bom trabalho. “Em qualquer área, tenho mais realizações do que qualquer antecessor”, disse Agnelo, na segunda-feira, quando falou ao 247. “Desafio qualquer um a mostrar o contrário.”

Numa campanha eleitoral dominada em escala nacional por uma tragédia que colocou o debate político de pernas para o ar depois da morte de Eduardo Campos, Agnelo enfrenta uma situação particular. Marina Silva foi a concorrente mais votada em Brasília, em 2010. Também lidera as pesquisas em 2014, numa situação que cria uma estrada promissora para o crescimento do senador Rodrigo Rollemberg, membro histórico do PSB, principal adversário caso se confirme a exclusão de José Roberto Arruda da campanha. Leia a seguir sua avaliação sobre o quadro político no Distrito Federal:

247 – Qual o impacto da campanha de Marina Silva na eleição no Distrito Federal?

Agnelo Queiroz – Tivemos uma tragédia na eleição nacional, a morte de um jovem político, o Eduardo Campos, e sua substituição por Marina Silva, que teve logo um crescimento muito rápido. Acho que os efeitos da comoção nacional ainda não passaram e estão se refletindo nas pesquisas. A poeira ainda vai assentar e as pessoas vão examinar com mais calma as propostas para governar o Brasil.

247 - A eleição do Distrito Federal é particularmente influenciada pela eleição presidencial?

Agnelo – São eleições autônomas mas por se tratar da capital federal, uma cidade que respira política, existe uma relação maior, ainda que as pessoas saibam distinguir muito bem o que é o governo local e o que é o governo. O Lula sempre ganhou as eleições em Brasília, tanto nas disputas presidenciais  que perdeu e nas duas que ganhou. Em 2010, quando a Dilma foi candidata, quem venceu foi a Marina.  De qualquer modo sou o primeiro governador do mesmo partido do presidente da República, e isso fez diferença.

 

247  –  Lembrando que o Distrito Federal ainda é muito dependente de verbas da União para áreas como saúde, educação e segurança, pode-se dizer que o eleitor dá grande importância às relações entre o governador e o presidente da República?

Agnelo – O fato de eu ter sido o primeiro governador do mesmo partido da presidente fez grande diferença. Os investimentos neste meu primeiro mandato foram gigantescos. O governo anterior, do Arruda, investiu R$ 7 bilhões e eu investi R$ 14 bilhões, graças à boa parceria com o governo federal.  Só em mobilidade urbana foram quase três bilhões. O Expresso DF Sul é a maior obra de mobilidade urbana executada no país.  São 43 km de via exclusiva, através de um BRT clássico, envolvendo a construção de 21 viadutos para evitar qualquer interrupção da linha exclusiva e contínua. Outra obra em parceria foi a do acesso ao aeroporto, uma malha ferroviária de seis mil km recebendo um novo tapete de asfalto, acabando com os remendos e as vias esburacadas. Ainda este ano, vou começar a obra do Expresso DF Norte, que já está licitada com financiamento da Caixa aprovado.  E vamos começar também o Expresso DF Oeste, ligando o plano à Ceilândia e toda aquela região. Aquelas obras no final da W-3 já são parte deste projeto de 60 km. E já temos também recursos garantidos para o Expresso DF Sudoeste, que passa pelo Núcleo Bandeirante, e para ampliar o metrô em 6 km. Isso tudo foi conseguido graças ao bom entrosamento entre governo federal e governo do Distrito Federal, que também nos ajudou com creches. Em 50 anos, apenas uma creche pública foi construída aqui. Eu já entreguei 28, em parceria com o MEC, e ampliei os convênios com instituições assistenciais privadas, garantindo a oferta de 14 mil vagas.  

247 – As  creches têm qualidade? Já lemos muitas críticas ao projeto...

Agnelo – São excelentes. Custam R$ 2,5 milhões cada uma. No DF, foram todas construídas em alvenaria. Como entro com uma contrapartida importante, que são os terrenos, não enfrentando o processo de desapropriação de terras, pudemos elevar o padrão. Elas atendem em média 120 crianças, que lá ficam dez horas, são dotadas de cozinha, áreas de recreação e todo conforto. Acompanho de meu gabinete o andamento da construção de cada uma das 112 creches. Outra área em que foi importante a parceria com o governo federal foi a do combate à pobreza. Logo que a presidente lançou o Brasil Sem Miséria, eu lancei o DF Sem Miséria, garantindo a perfeita sintonia das políticas. Aqui, para cada um real que o governo federal coloca no programa de transferência de renda, eu coloco mais um. E com isso, o menor benefício aqui é de R$ 140, e não de R$ 70. É a maior transferência existente no Brasil. Isso porque a renda familiar abaixo dos R$ 140 caracteriza a pobreza, e abaixo dos R$ 70, a extrema pobreza. Quando assumi, 10% da população do DF viviam na pobreza ou na extrema pobreza. Hoje, a pobreza  caiu para 2,4%. A extrema pobreza se encontra em 0,7% temos de fazer busca ativa para ir atrás das pessoas que ainda vivem nesta condição. Durante o governo Lula, a desigualdade caiu em todo o país, mas persistiu aqui, porque não foram adotadas as mesmas políticas de combate à miséria. Imagine que até  2012 a curva do índice de Gini, que mede a distribuição de renda, era ascendente, mostrando uma tendência à concentração de renda. Só depois foi revertida. Temos aqui um programa de qualificação profissional, o Fábrica Social, que recruta e treina pessoas e elas passam a ganhar pela produção. Produzem roupas, sacolas, móveis, redes, bonés, uma infinidade de produtos.

247 – Tendo feito tudo isso, como o senhor explica que um candidato que protagonizou um grande escândalo de corrupção, como José Roberto Arruda, esteja à sua frente nas pesquisas, com um discurso de desconstrução de seu governo?

Agnelo  – São vários fatores. Primeiro, eu peguei uma situação de terra arrasada, finanças desorganizadas, contratos vencidos, inadimplência generalizada, inclusive com organismos internacionais. No ano de 2010, o Distrito Federal teve quatro governadores. Assumi, arrumei as finanças e a administração, e já fiz mais do que qualquer governador em qualquer tempo. Em nenhuma área, um governador realizou mais do que eu. Mas neste período, concentrado na gestão, divulguei pouco nossas realizações. Tenho uma cabeça de médico e de gestor, não de comunicador. Poderia ter comunicado melhor, mas enfrentei também a característica de nossa imprensa, de mostrar apenas coisas negativas. Enfrento uma campanha diária de desqualificação do governo. Hoje mesmo houve um caso. Nós temos a melhor educação pública deste país. Recuperei mais de 450 escolas, que estavam deterioradas. Estou construindo escolas de tempo integral de altíssimo padrão. No entanto, a TV Globo foi mostrar uma escola de Planaltina que será reformada para desqualificar o ensino público. Isso confunde. Claro que é certo mostrar problemas de uma administração. É necessário. Mas usaram um exemplo negativo para falar de 450 escolas recuperadas.  

247 – Como acreditar que sua proposta para educação esteja funcionando?

Agnelo - Nosso último concurso para professores atraiu gente do país inteiro, foram mais de 90 mil candidatos. Um vestibular duríssimo, porque eram poucas vagas. Existe aqui um plano de carreira equivalente ao de alguns universidades, que nos permite atrair bons professores. Mais de 2.500 já foram chamados. 

247 - Se estas realizações não foram percebidas até agora, o senhor acha que ainda haverá tempo para mudar a percepção da população?

Agnelo – O momento de agora tem sido maravilhoso, porque tem me permitido mostrar o que fiz. Eu trabalhei intensamente, madrugada adentro mas, se não tivesse sido assim, não teria conseguido entregar o que entreguei para a população. Gastei tempo na superação do caos, mas hoje tenho controle total da gestão, obra por obra. Nossa execução orçamentária não tem precedentes aqui no Distrito Federal. Foram R$ 2,3 bilhões no ano passado, em investimentos. Isso é inédito. Fiz mais de cinco mil obras, mais rápidas e mais baratas, o que me permitiu gastar também no social. Só em Saúde investimos R$ 5,7 bilhões. O IBGE acaba de soltar uma pesquisa segundo a qual o Distrito Federal é a unidade da federação com o maior gasto per capita em saúde. E com uma grande diferença sobre o segundo colocado. São mais de R$ 800 no DF contra pouco mais de R$ 200 no Rio.

247 – Grande parte de seus gastos em saúde inclui o atendimento de pessoas que vêm de outros estados e mesmo de países vizinhos em busca de atendimento...

Agnelo – É verdade. Se o gasto fosse só com a população local teríamos um padrão suíço.

247 – Governador, como saímos desta sinuca. Quanto mais os serviços públicos da capital melhoram, mais atraímos migrantes. E com isso, a demanda cresce como bola de neve. Como sair disso?

Agnelo – Não há muita saída, enquanto houver disparidades regionais. Aqui tem havido crescimento, estamos com a menor taxa de desemprego dos últimos anos. Fomos a segunda unidade da federação em geração de emprego no primeiro semestre deste ano, só perdendo para São Paulo. Isso atrai as pessoas. Mas o governo precisa estar à frente deste processo, planejando, prevendo as demandas, investindo sempre nos serviços públicos. Na Saúde, por exemplo, não consegui construir o numero de UPAs necessário para desafogar o atendimento nos hospitais, acolhendo os casos de baixa gravidade.  Quando assumi, não havia nenhuma. Planejamos 14. Já fiz seis. Meu governo contratou 15.500 servidores só para a saúde. Só médicos foram quatro mil. Ampliamos bastante as equipes de saúde da família, ampliando de 10% para 50% a cobertura da população, e reformei as áreas de alta complexidade dos hospitais. Temos um diagnostico claro para o problema na saúde: a demora no atendimento dos casos de baixa gravidade. Este é o problema central, que será resolvido quando tivermos todas as UPAs. Nas cidades onde elas já existem, os hospitais já foram desafogados e a situação melhorou. Já temos áreas de excelência, como o hospital da criança e a área de transplantes. O DF é hoje a unidade da federação que faz o maior número de transplantes no país. Somos o primeiro em transplantes de coração, rins, fígado e córneas. Um sistema público que faz tudo isso não merece o carimbo negativo que tentam lhe dar. O hospital da criança tem apenas dois anos e meio, é uma obra de meu governo. Há duas semanas, comemorou um milhão de procedimentos. Isso é fantástico. Ali são atendidas seis mil crianças por mês. O projeto inicial era para duas mil. Mas como é um hospital excelente, humano, moderno, atrai gente do país inteiro. E são casos graves, complexos, de pediatria especializada.

247 – Voltando então à disputa eleitoral: se seu governo foi tão bom, por que a população não tem reconhecido isso?

Agnelo – Acho que há também a questão geral do mau humor com a política. Quando assumi, a cidade estava com a autoestima arrasada. Um governador foi preso no exercício do mandato, e isso causou vergonha e humilhação. Isso gera descrença. Eu optei por um caminho que não produziu resultados imediatos. Por exemplo, na questão dos transportes. Fiz a primeira licitação das linhas da historia do DF, tive que peitar o cartel das empresas de ônibus, enfrentei 200 ações na justiça, ganhei todas, tive que intervir em duas empresas, que sabotavam as licitações, assumindo a gestão delas por um período. Já houve uma renovação de 90% da frota, com adoção de ônibus modernos e funcionais, de bom padrão. Fiz ainda 440 km de ciclovias e aprovei um plano diretor de transporte urbano que a cidade nunca teve. Foi uma mudança profunda no sistema. Basta dizer que uma pessoa gastava uma hora e meia do Gama ao Plano Piloto, hoje gasta 40 minutos. Ouvi um depoimento que me emocionou, de uma mãe que me confessou ter voltado a tomar café da manhã com os filhos, lá no Gama, depois de anos tendo que sair de madrugada para evitar o engarrafamento e o atraso na chegada ao trabalho. Isso, com o Expresso DF. Nas outras áreas também optei por mudanças profundas, que produzem resultados consistentes embora não venham a curtíssimo prazo. Na Educação, até 2016 o DF terá todo o ensino público em tempo integral. Temos um avançado programa de envio de estudantes para o exterior. É o Brasília sem Fronteiras. 400 estudantes do Ensino Médio acabam de chegar dos Estados Unidos onde fizeram imersão em inglês. No ano passado, investi 100 milhões de reais em parques para a população. Criei politicas para a infância e a juventude, acabei com aquela coisa lamentável que era o Caje. Criamos politicas para as mulheres, que também não existiam. Mas tudo isso começa a dar resultados agora e espero que a população perceba tudo isso até o dia da eleição.

247 – O senhor mudou a política habitacional, trocando a tradicional distribuição gratuita de lotes de governo pela entrega de imóveis prontos e financiados. Dizem que a população mais pobre preferia o modelo anterior, que não exigia pagamento em troca, ainda que acabasse morando em locais que mais tarde se transformaram em favelas...

Agnelo – Quem dava lotes era o Roriz. O Arruda não tinha política habitacional nenhuma. Nem lotes deu. No início percebi que havia certa desconfiança em relação ao novo sistema. Antes havia muita politicagem na escolha dos beneficiados. Organizamos a lista de inscritos, demos transparência, está tudo na Internet. Agora existem 100 mil pessoas habilitadas a receber sua moradia. Entreguei 12 mil e outros já estão habilitados. Eu encontrava uma pessoa na rua que dizia. “Não vai chegar a mim nunca, que estou mal classificado na lista”. Hoje é realidade e as pessoas sabem que todos terão sua vez, serão chamados para receber seu apartamento ou casa, de dois ou mesmo três quartos, um deles sendo suíte, em prédios bons e conjuntos habitacionais seguros, dotados de parques, áreas coletivas, churrasqueira, espaço para uma futura creche etc. E assim, que pagava 600 reais para morar numa casa de fundos, agora paga seu próprio imóvel pagando menos de 100 reais mensais, se ele tem renda de zero a três salários mínimos. Estes apartamentos que nos custam 60 mil reais, mas vendemos com subsídio, passam a valer 90, 100 mil reais logo que é entregue, constituindo um patrimônio que estas famílias jamais conseguiriam ter de outro modo. Diziam que o Minha Casa Minha Vida era inviável no DF, porque aqui os terrenos são muito caros. Provei que era possível, desde que o GDF fizesse sua parte, entrando com o terreno, e a presidente Dilma entrando com o financiamento.

247 – No entanto, seu ex-secretário de habitação, que executou esta política, o Geraldo Magela, não lidera a disputa eleitoral para o Senado... o povo é ingrato?

Agnelo – Tenho certeza de que isso ainda vai mudar e ele terá o devido reconhecimento pelo trabalho que fez...

247 – Se a candidatura de Arruda for definitivamente barrada pela Justiça, a polarização ficará entre o senhor e o candidato do PSB, Rodrigo Rollemberg, que nunca governou, diferentemente de Arruda.  O senhor acha que isso pode favorecê-lo?

Agnelo – Não tenho dúvida. Já estou conseguindo mostrar para a população o conjunto das nossas realizações, que são incomparáveis. Agora começa a haver uma nova percepção. Não é marketing, são coisas reais e palpáveis. Olhe a diferença na imagem desta cidade, que saiu das páginas policiais, quando assumi, para as páginas internacionais. Brasília foi considerada a melhor cidade da Copa pelos turistas que estiveram. Foram mais de 33 mil turistas estrangeiros. Segundo pesquisa do Ministério do Turismo, 93% deles disseram que pretendem voltar a Brasília. O NY Times nos deu uma página inteira exaltando a qualidade da cidade. O turismo é uma base importante para a economia de Brasília, e temos investido nisso. Aproveitamos a Copa para fazer uma grande divulgação de nossas atrações. Nosso aeroporto hoje é o segundo do Brasil, só perdendo em movimentação para Guarulhos. E vem se tornando um importante hub nacional e internacional. Já temos voos diários entre Brasília e Lisboa. O voo semanal para Paris vai se tornar diário. Temos conexões diárias com Buenos Aires. 

247 – Pode surgir uma terceira candidatura competitiva para substituir a de Arruda?

Agnelo – Pode sim, o campo conservador e populista aqui em Brasília é bem articulado, governou durante muitos anos. Com certeza, se Arruda for barrado, eles vão lançar um novo nome. Não sei qual, mas estou preparado para o debate e para provar que fiz muito mais que eles.

247 – O que o senhor diria ao eleitor em 30 segundos para convencê-lo a votar no PT?

Agnelo – Eu diria o seguinte. Eu peguei o DF em estado caótico, organizei sua administração, sua economia, fiz grandes realizações, mas conclui apenas uma parte das grandes mudanças necessárias. Se entreguei 28 creches, vou fazer mais 112. Se fiz o Expresso DF Sul, quero fazer o Norte, o Oeste e o Centro-Oeste. Fiz seis UPAS, mas entregarei mais 12 no segundo mandato. Se coloquei uma parte das crianças no ensino integral, vou universalizar o acesso no segundo mandato. Entreguei 12 mil moradias mas pretendo entregar outras cem mil. Quero dizer à população que muito já foi feito e muito mais ainda vou fazer, num projeto que não pode ser interrompido, que precisa ser concluído, porque tem rumo, recursos e parcerias necessárias. Reduzi a desigualdade e a pobreza, mas vamos avançar ainda mais para transformar Brasília e o DF no melhor lugar para se viver neste Brasil. E em parceria com a presidente Dilma no governo federal, teremos todas as condições para fazer tudo isso.

247 –  É nítida a existência de uma conjugação de esforços entre diferentes setores políticos, sociais e empresariais para interromper o ciclo de governos do PT no plano nacional. Isso existe também no DF?

Agnelo – Eu pego a rebarba deste movimento anti-PT. Temos menos de 2% do eleitorado no DF e isso não determina a eleição nacional. Mas em se tratando da capital do país, torna-se um fator a mais, que se reflete no esforço de setores da mídia para desconstruir nosso governo. Depois, nosso governo é dos poucos que representa, no plano local, o projeto nacional do governo Dilma. Enfrento também esta espécie de perseguição. E conseguiram criar, aqui também, uma imagem que não corresponde à realidade. É como a presidente diz. A verdade acabará prevalecendo sobre a mentira. Estou vendo claramente, andando pela rua, nas reuniões, que as pessoas mudam de posição quando são bem informadas.

247 – Seu adversário porém é o tempo... Estamos a um mês da eleição.

Agnelo – Sim, é uma luta contra o tempo, mas estou certo de que vamos conseguir mostrar que a continuidade é a melhor alternativa para a população. Vamos vencer a luta de versões, com a ajuda de pessoas que estão dando testemunho dos benefícios que receberam.

247 – E a velha implicância com Brasília, ainda existe?

Agnelo – Existe. Os que sempre torceram pelo fracasso de Brasília não suportam que ela tenha se transformado num êxito, numa cidade referencial por sua qualidade urbana e sua qualidade de vida. Isso irrita, mas Brasília é irreversível e será cada vez melhor. E tenho muito orgulho de tudo o que fiz pela cidade e pelo DF nestes quatro anos...

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