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Amoêdo diz que Zema é candidato figurativo

Fundador do NOVO critica estratégia presidencial do partido, mira a direção da sigla e acusa legenda de depender do Fundo Partidário

João Amoêdo e Romeu Zema (Foto: Divulgação)
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247 - O empresário João Amoêdo afirmou que o pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo) é candidato figurativo ao tratar da estratégia presidencial da sigla, da busca pela Cláusula de Barreira, mecanismo que condiciona acesso a recursos públicos e tempo de propaganda ao desempenho eleitoral dos partidos.

“O NOVO mostra mais uma vez que, com a atual gestão, se tornou um partido desnecessário”, escreveu Amoedo.

A manifestação reforça o rompimento público de Amoêdo com os rumos adotados pela legenda que ajudou a fundar. Ele sustenta que a maioria dos políticos do NOVO se identifica mais com o PL, partido de Jair Bolsonaro, do que com a proposta original apresentada pela sigla ao eleitorado. “A maioria dos seus políticos gostaria mesmo de estar no PL”.

Em seu comentário, Amoêdo também mirou os dirigentes do partido. Segundo ele, a cúpula do NOVO passou a agir com foco na própria remuneração, apesar do discurso histórico em defesa do livre mercado.

O empresário afirmou que a estrutura partidária depende de dinheiro público, ponto que, para ele, contraria a plataforma liberal usada pela legenda desde sua criação. “Os dirigentes têm como prioridade a remuneração que recebem. Apesar de defenderem o livre mercado, vivem do dinheiro público”, complementou.

“Agora estão desesperados para que o partido alcance a Cláusula de Barreira. Afinal, os R$ 100 milhões deixados pela gestão anterior no caixa, oriundos do Fundo Partidário, estão acabando”.

Amoêdo também criticou a candidatura presidencial do partido e a classificou como peça sem função real na disputa. Ele comparou o cenário atual ao de 2022. “O candidato à Presidência, assim como em 2022, é apenas figurativo”, continuou.

Na parte final da postagem, o fundador do NOVO defendeu uma reorganização radical da legenda. Ele afirmou que os políticos deveriam buscar espaço no PL, que o candidato presidencial deveria abandonar a disputa, que os dirigentes deveriam ir para a iniciativa privada e que o partido deveria retornar aos fundadores.

“Caso fossem pessoas sérias, os políticos tentariam um lugar no PL, o candidato à Presidência desistiria da ‘candidatura’, os dirigentes iriam procurar um emprego na iniciativa privada e devolveriam o partido para os fundadores”.

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