Antes de soltar Queiroz, presidente do STJ negou sete pedidos de presos que alegaram risco de coronavírus

João Otávio Noronha inovou ao atender pedido de miliciano ligado a Jair Bolsonaro e ao determinar a prisão domiciliar de sua mulher, que se encontra foragida

Jair Bolsonaro, João Otávio de Noronha e Fabrício Queiroz
Jair Bolsonaro, João Otávio de Noronha e Fabrício Queiroz (Foto: ABR | Reprodução)
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247 – "João Otávio Noronha, presidente do STJ, negou ao menos sete habeas corpus que alegavam risco de contaminação de presos por Covid-19 antes de dar o benefício a Fabrício Queiroz e sua mulher que está foragida, Márcia Aguiar, nesta quinta-feira", aponta o colunista Guilherme Amado, da revista Época. 

João Otávio Noronha inovou ao atender pedido de miliciano ligado a Jair Bolsonaro e ao determinar a prisão domiciliar de sua mulher, que se encontra foragida. Saiba mais sobre o caso:

Após ser beneficiado com um habeas corpus pelo presidente do Superior Tribunal Federal (STJ), Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), deixou na noite desta sexta-feira (10) do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

Queiroz estava preso desde o dia 18 de junho, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Anjo. Ele foi encontrado em um imóvel do advogado de Flávio e Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, em Atibaia. Agora segue em prisão domiciliar.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que administra os presídios do Rio, informou que foi notificada "após as 18h" da decisão da Justiça e que acionou o "setor competente para que o mesmo deixe a unidade prisional com a tornozeleira eletrônica". Nas redes, uma das filhas de Queiroz publicou mensagem avisando que ia buscar o pai. 

"Estou indo te buscar, meu pai! E você vai ter o abraço de todos os seus filhos que estão cheios de saudades e tanto te amam e sabem o homem incrível que você é!", disse a filha na mensagem.

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