HOME > Brasília

Após ausência injustificada, presidente da CPI pede condução coercitiva do ex-diretor da Americanas Márcio Meirelles

Ex-diretor de lojas físicas logística e tecnologia da Americanas S/A, José Timotheo de Barros, compareceu ao depoimento e ficou em silêncio amparado por habeas corpus

Carlos Alberto Sicupira, Paulo Lemann e Marcel Telles (Foto: Agência Brasil)

Filipe Calmon, especial para o 247 em Brasília - O deputado federal Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE) requereu à secretaria da mesa a condução coercitiva do executivo Márcio Cruz Meirelles após o ex-diretor da Americanas S.A. não ter comparecido à convocação da CPI que investiga fraudes financeiras na varejista. O executivo era aguardado para depor na forma de convocado na audiência pública da tarde desta terça-feira (8), mas, sem justificativa, não compareceu.

 Segundo a secretaria da CPI não houve ofício com justificativa para a ausência do diretor convocado a comparecer. "Quero informar aos membros dessa CPI que, na qualidade de presidente, nós não vamos aceitar qualquer desrespeito aos trabalhos deste parlamentar. Autorizo a mesa a tomar as providência necessárias para a condução coercitiva do senhor Márcio Cruz Meirelles, ex-diretor da Americanas S.A.", declarou Gustinho Ribeiro.

O presidente da CPI prometeu ainda deliberar com os demais parlamentares sobre novas estratégias para superar personagens que não obedecem às convocações ou que comparecem amparados de habeas-corpus dando-lhes o direito ao silêncio para que não se incriminem, mas que acabam não respondendo a nenhum questionamento inclusive àqueles que não lhe dizem respeito diretamente. 

Habeas-corpus - José Timotheo de Barros, ex-diretor de lojas físicas, logística e tecnologia da Americanas compareceu à Comissão, porém com habeas-corpus que lhe garantia o direito ao silêncio. Amparado por ele, não respondeu a nenhuma das perguntas que lhe foram dirigidas.