Após quarentena, ex-ministros não definem futuro

Após cumprirem ‘quarentena’, vários ex-ministros da presidente Dilma Rousseff (PT) ainda não decidiram o que vão fazer no futuro; no interior de Alagoas Aldo Rebelo (PCdoB) escreve dois livros e não tem plano para disputar eleições; Jaques Wagner e Ricardo Berzoini não querem cargos na direção nacional do PT e Aloizio Mercadante pediu aposentadoria proporcional ao Senado; por último, José Eduardo Cardozo, que se prepara para tomar decisões pessoais e profissionais, prevê o futuro do governo Temer: “É um governo que terá muita dificuldade de chegar ao fim." 

Após cumprirem ‘quarentena’, vários ex-ministros da presidente Dilma Rousseff (PT) ainda não decidiram o que vão fazer no futuro; no interior de Alagoas Aldo Rebelo (PCdoB) escreve dois livros e não tem plano para disputar eleições; Jaques Wagner e Ricardo Berzoini não querem cargos na direção nacional do PT e Aloizio Mercadante pediu aposentadoria proporcional ao Senado; por último, José Eduardo Cardozo, que se prepara para tomar decisões pessoais e profissionais, prevê o futuro do governo Temer: “É um governo que terá muita dificuldade de chegar ao fim." 
Após cumprirem ‘quarentena’, vários ex-ministros da presidente Dilma Rousseff (PT) ainda não decidiram o que vão fazer no futuro; no interior de Alagoas Aldo Rebelo (PCdoB) escreve dois livros e não tem plano para disputar eleições; Jaques Wagner e Ricardo Berzoini não querem cargos na direção nacional do PT e Aloizio Mercadante pediu aposentadoria proporcional ao Senado; por último, José Eduardo Cardozo, que se prepara para tomar decisões pessoais e profissionais, prevê o futuro do governo Temer: “É um governo que terá muita dificuldade de chegar ao fim."  (Foto: Voney Malta)

Brasília 247 – Após o golpe parlamentar que afastou a presidente Dilma Rousseff (PT) sem que tenha cometido crime de responsabilidade, seis meses depois muitos dos seus ex-ministros ainda não decidiram o que vão fazer no futuro.

É que quase metade da equipe cumpriu o período de “quarentena”, finalizado no dia 12, uma concessão e obrigação prevista em na lei com o objetivo de evitar conflito de interesse de quem deixa o setor público e vai exercer uma função no setor privado.

É o caso de Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa. Segundo reportagem publicada no Correio Brasiliense, ele está em Alagoas, na roça, em um sítio em sua cidade natal, Viçosa, escrevendo dois livros. Um deles, inclusive, já tem título, ‘A Copa que o Brasil venceu’. O segundo faz um balanço sobreo Código Florestal.

Sobre o futuro político, o ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, filiado ao PCdoB, afirmou que não tem planos para disputar as eleições, em 2018, para deputado.

Porém, entre os ex-ministros filiados ao PT há uma decisão: Nenhum deles quer ocupar cargo na direção do partido. Morando em Salvador, Jaques Wagner já teria avisado a Lula a sua decisão. Ele diz que pode ajudar o partido sem precisar ocupar uma função na direção nacional. Pode ser que assuma, entretanto, uma função de articulação política no governo do aliado baiano Rui costa (PT).

Na mesma linha segue Ricardo Berzoini, ex de Dilma na Secretaria de governo. Ele até chegou a participar de entendimentos nas discussões internas e recentes do PT, mas também não quer cargo. Berzoini é funcionário efetivo do Banco do Brasil há 38 anos e foi realocado para um setor da instituição em Brasília. O ex-ministro ainda tem férias a cumprir, mas já pode se aposentar, o que vai decidir até o final deste ano. “Até o fim deste ano vou decidir o que fazer. Estou tranquilo. Você já leu A Insustentável Leveza do Ser (de Milan Kundera)? Eu estou assim, lendo algumas coisas de novo e pensando no que quero ser, sem ansiedade", explicou.

Morando em Brasília, Aloizio Mercadante, que chefiou os ministérios da Casa Civil e da Educação, mora em Brasília, não tem participado das reuniões do PT e pediu aposentadoria proporcional ao Senado.

Por último, José Eduardo Cardozo. O advogado da ex-presidente no impeachment reassumirá nesta quarta-feira (16) o cargo de procurador do município de São Paulo. O ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União vai dar expediente no escritório da Prefeitura em Brasília.

Mas pode ser que não dure tanto tempo para pedir uma licença do cargo para se associar a um escritório de advocacia. Se ainda não tem tanta certeza sobre o prazo para tais decisões pessoais e profissionais, uma para o futuro do governo Temer ele prevê e diz que será sinistro: É um governo que terá muita dificuldade de chegar ao fim." 

 


 

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