Aras e subprocuradores brigam em reunião do Conselho Superior do MP

Em sessão que discute orçamento para o órgão, o procurador-geral da República, Augusto Aras, foi criticado e rebateu: “não aceitarei ato político em uma sessão de orçamento”

Augusto Aras, procurador-geral da República 26/09/2019
Augusto Aras, procurador-geral da República 26/09/2019 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - O procurador-geral da República, Augusto Aras, e o subprocurador Nicolao Dino bateram boca nesta sexta-feira, 31, em reunião do Conselho Superior do Ministério Público, informou Caio Junqueira na CNN.

O encontro debate o orçamento do órgão para 2021. “Vossa Excelência, com o peso da autoridade do cargo que exerce, e evocando o pretexto de corrigir rumos ante os supostos desvios das forças-tarefas, fez graves afirmações em relação ao funcionamento do Ministério Público Federal em debate com advogados”, disse Dino.

Aras rebateu: “Conselheiro Nicolao Dino, essa sessão é para o orçamento. Solicito a vossa excelência que reserve suas manifestações pessoais e de seus colegas, meus colegas, para após a sessão”, disse. Ao que Dino replicou: “O regimento interno me faculta o uso da palavra. Não faz sentido que se cerceie o uso da palavra por parte de um membro desse conselho. Isso nunca aconteceu nesse colegiado."

Aras também disse que não aceita “ato político em uma sessão de orçamento”. “Depois do orçamento teremos a manifestação da sessão ordinária e vossa excelência poderá falar à vontade”, disse.

Na sequência, informa Junqueira, outros dois subprocuradores, Luiza Frischeisen e José Adonis Callou de Araújo Sá, defenderam Dino: “Acho importante que todos se manifestem nesse colegiado. Que possamos debater com vossa excelência como vossa excelência tem debatido com outros profissionais de direito”, declarou Luiza.

Adonis afirmou que não via “qualquer impedimento a que o conselheiro manifeste sua opinião sobre temas caros à instituição e que estão na pauta, que foram objeto da manifestação pública de vossa excelência em debates com outras instâncias”.

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