Aras diz que Lava Jato é ‘caixa de segredos’ e critica falta de transparência da operação

Em entrevista ao grupo Prerrogativas na TV 247, o procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que o compartilhamento das investigações da Lava Jato com a PGR deve ocorrer para evitar “chantagem e extorsão”

Augusto Aras, procurador-geral da República 26/09/2019
Augusto Aras, procurador-geral da República 26/09/2019 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - O procurador-geral da República, Augusto Aras, não poupou críticas à operação Lava Jato em live do grupo Prerrogativas, retransmitida pela TV 247. Aras disse: “em todo o MPF no seu sistema único tem 40 terabytes. 

Para o funcionamento do seu sistema, a força tarefa de Curitiba tem 350 terabytes e 38 mil pessoas com seus dados depositados, que ninguém sabe como foram escolhidos. Não se pode imaginar que uma unidade institucional se faça com segredos, com caixas de segredos.”

Sobre a “quebra de sigilo” da operação - sic - Aras disse: “não que o PGR seja o dono dos destinos de 38 mil pessoas, mas que todo o MPF possa, de forma fundamentada, justificar para o que quer saber da vida alheia, para que isso não sirva de chantagem, extorsão”.

Aras foi mais longe: “não podemos aceitar 50 mil documentos sob opacidade. É um estado em que o PGR não tem acesso aos processos, tampouco os órgãos superiores, e isso é incompatível.”

Assista a live do grupo Prerrogativa com Augusto Aras: 

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