Blindagem a delatores de Moro pode ser derrubada pela AGU
Seriamente prejudicada em seus trabalhos depois de o juiz de primeira instância Sergio Moro blindar com exclusividade delatores da operação Lava Jato, a Advocacia Geral da União (AGU) dá sinais de que pode apresentar recurso para derrubar a decisão unilateral do juiz de Curitiba; integrantes da AGU estranharam a decisão do juiz que sequer ouviu a União, diretamente interessada na questão
247 – Seriamente prejudicada em seus trabalhos depois de o juiz de primeira instância Sergio Moro blindar com exclusividade delatores da operação Lava Jato, a Advocacia Geral da União (AGU) dá sinais de que pode apresentar recurso para derrubar a decisão unilateral do juiz de Curitiba. Integrantes da AGU estranharam a decisão do juiz que sequer ouviu a União, diretamente interessada na questão.
“A cúpula da Advocacia-Geral da União deu sinais de que vai apresentar recurso para tentar derrubar a decisão de Sergio Moro que blindou delatores e empresas que fizeram leniência com a Lava Jato de ações de seis órgãos de controle. Detalhes da estratégia jurídica, como a instância a qual o procedimento seria endereçado, foram mantidos em sigilo, mas ganhou corpo o entendimento de que o ato do juiz de Curitiba prejudicou sobremaneira os trabalhos não só do TCU, mas da Receita e do Cade.
Segundo integrantes da AGU, causou estranheza no órgão o fato de Moro ter atendido a reivindicação do Ministério Público Federal de proteger delatores e empresas sem ouvir a União, diretamente afetada pela decisão. Em dezembro de 2017, a presidente do STF, Cármen Lúcia, negou pedido da Andrade Gutierrez para impedir o TCU de julgá-la por caso sobre Angra 3. A ministra não reconheceu a preponderância de acordo do MPF sobre ações de outros órgãos.”
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