Câmara institui a CPI da Arapongagem

Casa vai investigar os grampos telefnicos ilegais que teriam sido feitos pela Casa Militar; deciso foi tomada em reunio com 22 distritais

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CLDF - A Câmara Legislativa vai instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar grampos telefônicos ilegais que teriam sido feitos pela Casa Militar do Governo do Distrito Federal sobre conversas envolvendo cidadãos, jornalistas e autoridades, segundo denúncias publicadas na imprensa. O requerimento de criação da CPI será lido na sessão ordinária desta quarta-feira (18) e contará com o apoio dos 24 deputados distritais.

A decisão de investigar o fato foi tomada em uma reunião que contou com a participação dos 24 distritais, na tarde desta terça-feira (17). O presidente da Câmara, deputado Patrício (PT), afirmou que com a CPI da Arapongagem, como já está sendo chamada a Comissão, o Poder Legislativo pretende dar uma resposta à sociedade sobre a grave denúncia. Entre as autoridades que teriam sido grampeadas, está o vice-governador do DF, Tadeu Filippelli.

Patrício adiantou ainda que a Câmara aprovará nesta quarta-feira uma moção repudiando os grampos ilegais e exigindo do governo a imediata exoneração do chefe da Casa Militar. "Um fatos destes não é admissível num estado democrático de direitos", justificou.

De acordo com o presidente, os deputados discutiram na reunião todos os assuntos relacionados com a atual crise política e decidiram acompanhar os trabalhos da CPI mista do Congresso Nacional que investigará as denúncias oriundas da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

O corregedor da Câmara, deputado Siqueira Campos (PSC), disse que a criação da Comissão é uma demonstração clara de que a Casa vai agir, diante das denúncias.

Representação - Também nesta quarta-feira, a Câmara deverá eleger, em sessão extraordinária, o corregedor ad hoc que analisará a representação por quebra de decoro parlamentar contra a deputada Liliane Roriz (PSD), protocolada pelo advogado Evilázio Viana Santos. O corregedor Siqueira Campos se declarou impedido para atuar no caso, uma vez que poderia se beneficiar com uma eventual perda de mandato da parlamentar.

 

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