Casamento coletivo une mais 100 casais no DF

Esta é a oitava edição do casamento coletivo, promovido desde 2012. Ao todo, 441 casais já disseram o tão esperado sim, ajudados pelo projeto Alma Gêmea. O subsecretário Mario Gil informou que existe uma fila com cerca de 500 casais e que aumenta a cada cerimônia, inclusive com casais homoafetivos à espera de oficializar a união

Esta é a oitava edição do casamento coletivo, promovido desde 2012. Ao todo, 441 casais já disseram o tão esperado sim, ajudados pelo projeto Alma Gêmea. O subsecretário Mario Gil informou que existe uma fila com cerca de 500 casais e que aumenta a cada cerimônia, inclusive com casais homoafetivos à espera de oficializar a união
Esta é a oitava edição do casamento coletivo, promovido desde 2012. Ao todo, 441 casais já disseram o tão esperado sim, ajudados pelo projeto Alma Gêmea. O subsecretário Mario Gil informou que existe uma fila com cerca de 500 casais e que aumenta a cada cerimônia, inclusive com casais homoafetivos à espera de oficializar a união (Foto: Leonardo Attuch)
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Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O grande dia finalmente chegou e o sonho de ir ao altar se realiza para aproximadamente 100 casais do Distrito Federal (DF). Promovido pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do DF (Sejus-DF), esta é a última edição de 2013 do projeto Alma Gêmea.

Em sua maioria casais estabilizados, que já vivem juntos, com filhos e que não têm condições financeiras de realizar o casamento dos sonhos. Mas entre as muitas histórias, a de Maria Aparecida Bezerra Lima, de 27 anos, emociona até os organizadores e parceiros do evento. “Não tenho palavras para dizer o que isto representa, é muito legal. Eles [organizadores] são uma família”, disse Maria, visivelmente nervosa. Ela é carroceira e, com o marido Carlos José dos Santos, trabalha com reciclagem no Distrito Federal.

Juntos há 11 anos e com quatro filhos, Maria Aparecida concretiza o desejo de colocar o vestido branco de noiva e dizer hoje o sim tão esperado. “Ela é uma das noivas mais ativas, participou de todas as reuniões e sempre se emociona quando fala do casamento”, declarou o subsecretário de Promoção dos Direitos Humanos, Mário Gil Guimarães.

Ele explicou que os casais não têm custo nenhum com a cerimônia nem com o cartório e que, além dos parceiros e voluntários, a Secretaria já tem um orçamento garantido para o projeto, em torno de R$ 50 a R$ 60 mil por evento. As noivas também têm direito ao Dia da Noiva gratuitamente, com cabeleireiras, manicures, massagistas, almoço, lanche e transporte.

A cerimônia ocorre no fim da tarde deste sábado (14) na Praça do Cruzeiro, no Eixo Monumental, local da primeira missa rezada em Brasília, que foi o primeiro evento oficial como a capital da República. A cada edição é escolhido um ponto turístico representativo da capital. Este ano foram feitas cerimônias na Torre de TV e na Ponte JK, com a presença de amigos e parentes dos noivos.

A noiva Jennifer Medeiros fala da emoção do filho de 6 anos de idade. “Ele vai ser o pajem e está mais ansioso que a gente com a responsabilidade de levar as alianças”, disse Jennifer, que vive há sete anos com Eleon Brant.

Esta é a oitava edição do casamento coletivo, promovido desde 2012. Ao todo, 441 casais já disseram o tão esperado sim, ajudados pelo projeto Alma Gêmea. O subsecretário Mario Gil informou que existe uma fila com cerca de 500 casais e que aumenta a cada cerimônia, inclusive com casais homoafetivos à espera de oficializar a união.

Para Tatiana Neiva Albernaz, a cerimônia é uma felicidade para todos, “para quem já convive junto e que acredita que isso nunca aconteceria, é um sonho”. Ela vive com Deusdete Teixeira há 13 anos, tem três filhos e ainda assim se confessa nervosa com o grande dia.

“A Sejus-DF tenta fornecer um momento de alegria, o prazer de concretizar um sonho, além de ser um ato de cidadania”, diz o subsecretário Mario Gil, explicando que o ato ecumênico é presidido por um juiz de paz e que espera que a chuva não atrapalhe este um grande sim coletivo.

 

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