Criança que ganhou novo coração sai da UTI

Procedimento cirrgico aconteceu no dia 13 de fevereiro no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal; equipe mdica avalia como satisfatria a evoluo dele; ainda nesta semana, deve ser removido o marcapasso que precisou ser usado para o transplante

Agência Brasília - A equipe médica responsável pelo menino de 11 anos que passou por um transplante de coração no dia 13 avalia como bastante satisfatória a evolução dele. De acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (22) pelo hospital, o paciente recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nessa terça-feira e já ocupa um quarto no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF). Ainda nesta semana deve ser removido o marcapasso que precisou ser usado para o transplante.

Uma criança de nove anos que sofreu traumatismo craniano no Rio de Janeiro foi a doadora do coração. O paciente que recebeu o órgão sofria um grave problema cardíaco e esperava havia seis meses na fila da Central de Captação de Órgãos. As identidades do doador e do receptor são preservadas por questões éticas.

O sucesso da cirurgia foi graças ao empenho da equipe médica e à logística montada em poucas horas pelo Governo do Distrito Federal para realizar o transporte do órgão: foi preciso coordenar a retirada do coração no Rio de Janeiro, o horário de um vôo comercial com destino a Brasília, a recepção do órgão em solo candango por um helicóptero do Corpo de Bombeiro e a cirurgia do garoto de 11 anos no Instituto de Cardiologia. Todo o processo deveria ser concluído em até quatro horas para garantir que o coração transplantado de fato salvasse mais uma vida. As equipes conseguiram realizar essa complexa operação em três horas e meia, e hoje comemoram a recuperação do paciente.

Rotina

A meta do GDF é ampliar o número de procedimentos desse tipo e transformar a capital da República em referência nacional para transplantes. A tendência é que essas cirurgias tornem-se mais comuns. O Distrito Federal foi credenciado em novembro do ano passado para realizar transplantes de fígado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No dia 13 de janeiro, após três anos sem a realização de transplantes desse órgão no DF, foi realizada com sucesso cirurgia pela Secretaria de Saúde, em parceria com o ICDF.

Para coordenar todo o processo de doação e transplante de órgãos, o DF conta com a Central de Captação de Órgãos, da Secretaria de Saúde. A instituição é responsável por cadastrar receptores de órgãos e tecidos do DF, detectar possíveis doadores e mantê-los em condições adequadas, além de consultar a família a respeito da doação, providenciando a remoção e doação dos órgãos captados.

Quando deputado distrital, em 1992, o governador Agnelo Queiroz foi autor de lei distrital que autorizou o GDF a criar a Central de Captação de Órgãos e o documento de autorização oficial de doação de órgãos da atual gestão, que vem investindo na infraestrutura dos hospitais e na logística de captação e transporte de órgãos.

Fazer de Brasília núcleo de referência em transplantes de órgãos é uma das metas da atual gestão. Somente em 2011 foram realizadas no DF, nas redes pública e privada de saúde, 419 cirurgias de córnea, rins e coração, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Outra novidade é que o Hospital Universitário de Brasília (HUB) busca, junto ao SUS, autorização para transplantar medula, dando início a um novo serviço.

Memória 

No mês de janeiro, além do transplante de fígado realizado no dia 13, uma criança de apenas um ano e oito meses, que sofria de graves problemas cardíacos, foi operada com sucesso.

Já em fevereiro, foi a vez de outra criança, de dois anos, sair da fila de espera por um coração. O órgão veio de São Paulo e foi doado por um menino de dois anos e 11 meses que morreu vítima de atropelamento. A criança, que sofria de cardiomegalia (inflamação que dilata o coração) e entrou para a fila de receptores em novembro do ano passado, também foi transplantada no ICDF.

Ainda neste mês, um homem de 62 anos e uma mulher de 45 anos receberam, respectivamente, fígado e coração, doados por uma única paciente, que havia tido morte cerebral diagnosticada. Além disso, os rins da doadora foram transplantados em outras duas pacientes, no Hospital de Base.

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