Cunha: propostas de Renan são um 'jogo de espuma'

"Até agora, nós vemos apenas um jogo de espuma, sem conteúdo concreto e utilizando parte da espuma que já vem da própria Câmara", afirmou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); segundo o parlamentar, a aproximação entre Renan e a presidente Dilma não significa um enfraquecimento da articulação política do vice-presidente Michel Temer; "Qualquer tentativa de isolar ou deixar Michel em segundo plano, só quem perde é o governo"  

"Até agora, nós vemos apenas um jogo de espuma, sem conteúdo concreto e utilizando parte da espuma que já vem da própria Câmara", afirmou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); segundo o parlamentar, a aproximação entre Renan e a presidente Dilma não significa um enfraquecimento da articulação política do vice-presidente Michel Temer; "Qualquer tentativa de isolar ou deixar Michel em segundo plano, só quem perde é o governo"
 
"Até agora, nós vemos apenas um jogo de espuma, sem conteúdo concreto e utilizando parte da espuma que já vem da própria Câmara", afirmou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); segundo o parlamentar, a aproximação entre Renan e a presidente Dilma não significa um enfraquecimento da articulação política do vice-presidente Michel Temer; "Qualquer tentativa de isolar ou deixar Michel em segundo plano, só quem perde é o governo"   (Foto: Leonardo Lucena)
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Brasília 247 - O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou, nesta quarta-feira (12), que é "jogo de espuma" o conjunto de 27 propostas apresentado ao governo pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a fim de reaquecer a economia. Para Cunha, falta "conteúdo concreto". O documento foi denominado como 'Agenda Brasil'.

"A Câmara está disposta a participar de qualquer coisa que seja boa para o país, esse não é o problema. Precisamos saber que tipo de conteúdo. Até agora, nós vemos apenas um jogo de espuma, sem conteúdo concreto e utilizando parte da espuma que já vem da própria Câmara", disse o peemedebista após participar de um almoço que reuniu a bancada do PMDB.

Ao chegar à Câmara, depois do encontro, Cunha reafirmou que o Senado, sozinho, não poderá solucionar a crise política e econômica. "O Brasil tem que ter solução com a participação de todos. Não existe solução individual para nada. Vivemos um sistema bicameral e nada funcionará se as duas Casas não participarem", acrescentou.

Segundo o peemedebista, a aproximação entre a presidente Dilma Rousseff e Renan Calheiros não significa um enfraquecimento da articulação política do vice-presidente Michel Temer.

"O Michel Temer, em primeiro lugar, é o vice-presidente da República. Em segundo lugar, é o presidente nacional do PMDB, e é o articulador político. Qualquer tentativa de isolar ou deixar Michel em segundo plano, só quem perde é o governo", disse.

Abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Eduardo Cunha diz que agenda proposta por Renan é "jogo de espuma"

Ana Cristina Campos - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse hoje (12) que as propostas apresentadas pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), chamadas de Agenda Brasil, são "jogo de espuma".

"A Câmara está disposta a participar de qualquer coisa que seja para o bem do país. Tem de saber que tipo de conteúdo. Até agora, vimos apenas um jogo de espuma, sem conteúdo concreto e utilizando parte da espuma que já vem da própria Câmara", afirmou Cunha, após participar de almoço com o vice-presidente Michel Temer e representantes da bancada peemedebista da Casa.

De acordo com Eduardo Cunha, algumas das propostas apresentadas foram de iniciativa da Câmara e já foram apreciadas na Casa.

"Não precisa nem ter agenda. Propostas boas para o país sempre terão nosso apoio, assim como gostaríamos que nossas propostas que estão tramitando e que também são boas para o país, como a terceirização, já tivessem sido tratadas. De nossa parte, não há problema de analisar qualquer agenda ou tema."

Cunha voltou a explicar que o Congresso é bicameral. "As duas casas têm de funcionar. Não dá para achar que vamos construir uma agenda única, que vamos votar e virar lei, porque não é assim que funciona. É preciso entender que não conseguimos costurar absolutamente nada se não envolvermos as duas casas."

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, que integra a coordenação política do governo, destacou que o PMDB "tem de ter competência para construir uma pauta comum na Câmara e no Senado".

"Estamos vivendo uma crise séria e cabe ao PMDB buscar ser o moderador, o estabilizador desse processo de crise", disse Padilha. "O vice-presidente Michel Temer disse que nosso desafio é construir uma agenda coincidente entre o que está sendo proposto pelo Senado e o que são aspirações da Câmara dos Deputados."

Agenda Brasil

A Agenda Brasil foi apresentada ontem (11), no plenário do Senado, pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ela prevê, entre outras medidas, a votação de 27 proposições legislativas que objetivam aumentar a confiança dos investidores na economia do país. O documento foi motivo de encontro na segunda-feira (10) entre Renan e líderes partidários com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, na residência da presidência do Senado.

Ao anunciar a Agenda Brasil, Renan informou que o Legislativo quer colaborar para o fim da crise. "Não é uma colaboração do Senado Federal. É uma colaboração do Legislativo. Nós queremos ser vistos como facilitadores e não como sabotadores." O senador lembrou que o sistema legislativo é bicameral e afirmou que "todas as sugestões serão bem recebidas".

"Discutir o impeachment todos os dias não resolve a crise econômica", disse o senador, que defende "a separação das crises". "O governo Dilma Rousseff não é o Brasil. O reducionismo é impróprio. O governo Dilma, como todos sabem, tem data para acabar e o Brasil vai continuar existindo", afirmou.

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