Dallagnol terá que explicar no Senado ação contra Wagner, diz Pimenta

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) reagiu à revelação feita pela jornalista Mônica Bergamo sobre o procurador Deltan Dallagnol querer acelerar ações contra o petista Jaques Wagner. "Minha solidariedade ao senador Jaques Wagner diante da trama sórdida orquestrada por um procurador-militante que certamente terá que se explicar no Senado agora. Não adianta falar em hacker!", escreveu Pimenta

Paulo Pimenta e Deltan Dallagnol
Paulo Pimenta e Deltan Dallagnol (Foto: EBC)

247 - O deputado federal Paulo Pimenta reagiu à revelação feita pela jornalista Mônica Bergamo de que o procurador Deltan Dallagnol demonstrou, em diálogos com colegas da Lava Jato, em outubro de 2018, que era preciso acelerar ações contra o petista Jaques Wagner. "Minha solidariedade ao senador Jaques Wagner diante da trama sórdida orquestrada por um procurador-militante que certamente terá que se explicar no Senado agora. Não adianta falar em hacker!", escreveu Pimenta.

Wagner tinha acabado de se eleger senador pela Bahia e tomaria posse em fevereiro. Para Deltan, valeria fazer busca e apreensão sobre o político 'por questão simbólica', segundo informa a  jornalista.

Leia, abaixo, um trecho da coluna de Mônica Bergamo, em que Deltan, que diz não ser possível atestar a autenticidade das mensagens, afirma que 'seria bom demais' uma ação contra Wagner:

Um procurador identificado como Athayde (provavelmente Athayde Ribeiro Costa) responde: “As primeiras quebras em face dele não foram deferidas”. Mas novos fatos surgiram e eles iriam “pedir reconsideração”. “Isso é urgentíssimo. Tipo agora ou nunca kkkkk”, escreve Deltan. Athayde diz que “isso não impactará o foro”. Deltan responde: “Não impactará, mas só podemos fazer BAs [operações de busca e apreensão] nele antes [da posse]”. Uma procuradora pondera que o petista já sofrera uma busca: “Nem sei se vale outra”. Deltan responde: “Acho que se tivermos coisa pra denúncia, vale outra BA até, por questão simbólica”. E completa: “Mas temos que ter um caso forte”. Athayde informa que seria “mais fácil” Wagner aparecer “forte” em outro caso, e Deltan finaliza: “Isso seria bom demais”.

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