Denúncia contra Rodrigo Maia pode ser retaliação de Moro, aponta revista Fórum

Maia e Moro não mantêm a melhor das relações. O ministro responsável pela Polícia Federal, que agora aponta uma série de crimes supostamente cometidos pelo presidente da Câmara, tenta, desde passou a compor a equipe de Bolsonaro, emplacar seu pacote anti-crime na casa presidida pelo deputado do DEM, aponta a reportagem

Maia despreza PSDB e implode aliança golpista
Maia despreza PSDB e implode aliança golpista (Foto: Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Da revista Fórum – A Polícia Federal concluiu um inquérito, enviado nesta segunda-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal (STF), em que aponta que há “elementos concretos e relevantes” de que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cometeu os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A investigação tem como base delações premiadas de executivos da construtora Odebrecht.

De acordo com a PF, órgão subordinado ao ministro Sérgio Moro, o presidente da Câmara e seu pai, o ex-prefeito César Maia (DEM), cometeram os crimes listados ao, por exemplo, aceitarem e pedirem colaborações financeiras ilegais da Odebrecht em 2008, 2010, 2011 e 2014.

O ministro do STF, Edson Fachin, que é o relator da Lava Jato na Corte, deu um prazo de 15 dias para que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decida se vai oferecer ou não denúncia contra Maia e seu pai.

Relação desgastada 

Maia e Moro não mantêm a melhor das relações. O ministro responsável pela Polícia Federal, que agora aponta uma série de crimes supostamente cometidos pelo presidente da Câmara, tenta, desde passou a compor a equipe de Bolsonaro, emplacar seu pacote anti-crime na casa presidida pelo deputado do DEM, que vem escanteando a proposta.

Além disso, Maia tem subido o tom na defesa da liberdade de imprensa ao apoiar a divulgação das conversas da Vaza Jato, em um claro conflito com Moro, e também ao defender a manutenção dos direitos do ex-presidente Lula, como quando agiu para que o petista não fosse transferido de Curitiba para São Paulo, como queria o ministro da Justiça.

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