Depois das prisões, o alvo agora é Lula

Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse acreditar que o ex-presidente sabia da existência do chamado mensalão, suposto esquema de compra de apoio parlamentar montado em sua gestão: "Eu não posso imaginar que alguém atilado como é o ex-presidente Lula, safo como eu disse, não tivesse conhecimento do que estava ocorrendo na República. Será que durante os oito anos [de mandato] ele delegou tanto a chefia do governo?"

Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse acreditar que o ex-presidente sabia da existência do chamado mensalão, suposto esquema de compra de apoio parlamentar montado em sua gestão: "Eu não posso imaginar que alguém atilado como é o ex-presidente Lula, safo como eu disse, não tivesse conhecimento do que estava ocorrendo na República. Será que durante os oito anos [de mandato] ele delegou tanto a chefia do governo?"
Ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse acreditar que o ex-presidente sabia da existência do chamado mensalão, suposto esquema de compra de apoio parlamentar montado em sua gestão: "Eu não posso imaginar que alguém atilado como é o ex-presidente Lula, safo como eu disse, não tivesse conhecimento do que estava ocorrendo na República. Será que durante os oito anos [de mandato] ele delegou tanto a chefia do governo?" (Foto: Roberta Namour)
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247 – A AP 470 encerrou no final de semana com as prisões midiáticas dos principais personagens do julgamento, os petistas José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino. No entanto, o desfecho parece não ter satisfeito o ministro Marco Aurélio Mello, que agora elege o ex-presidente Lula como o próximo alvo.

Em entrevista ao blog do Josias de Souza, o ministro Marco Aurélio Mello disse acreditar que Lula sabia da existência do chamado mensalão, esquema de compra de apoio parlamentar montado em sua gestão. “Eu não posso imaginar que alguém atilado como é o ex-presidente Lula, safo como eu disse, não tivesse conhecimento do que estava ocorrendo na República. Será que durante os oito anos [de mandato] ele delegou tanto a chefia do governo?”, disse.

Desafeto de Joaquim Barbosa, Marco Aurélio condenou a maneira como o presidente do STF implementou os primeiros pedidos de prisão do mensalão. “Não havia motivo para o açodamento”, declarou. “Eu teria aguardado a segunda-feira, sem dúvida alguma”. Questionou ainda a transferência dos presos de São Paulo e Belo Horizonte para Brasília. “Para quê? Para depois eles retornarem à origem?”

No entanto, defende a condução do processo pela Corte. Ao comentar nota do PT que critica o julgamento do mensalão e as afirmações dos petistas José Dirceu e José Genoíno de que são “presos políticos”, Marco Aurélio afirmou: “É o direito de espernerar. Condenados nunca ficam satisfeitos com condenação.” Segundo ele, o STF chegou às condenações guiando-se exclusivamente pelas provas. “Não houve ficção jurírica.” Lembrou que a maioria dos ministros do Supremo “foi nomeada pelo governo do PT”. E ironizou: “Há alguma coisa que não fecha nesse sistema.”

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O ministro teme STF altere condenações pelo crime de formação de quadrilha ao julgar recursos impetrados por réus como José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Deve-se o temor à alteração da composição do tribunal a partir da aposentadoria dos ministros Cezar Peluso e Carlos Ayres Britto, substituídos por Teori Zavascki e Luíz Roberto Barroso.

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