Deputados protestam contra fala sobre AI-5 e comparam Guedes a Pinochet

As declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, a respeito da adoção de medidas para conter uma ida do povo às ruas causou a indignação de congressistas nesta terça-feira

O ministro da Economia, Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
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247 - Durante uma coletiva de imprensa realizada em Washington, o ministro chamou o ex-presidente Lula de “irresponsável”, acusou-o de polarizar a política brasileira e disse a jornalistas: “não se assustem se alguém pedir o AI-5” diante desse cenário.

Vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA) afirmou que as falas de Guedes apontam uma tendência do Governo de extrema direita comandado por Jair Bolsonaro. “Referências recorrentes ao AI-5 por expoentes do governo revelam graves e inaceitáveis ameaças à democracia. Incapaz de apontar saídas para a crise na economia, Guedes arrota arrogância e imita a estupidez de Eduardo Bolsonaro na defesa do famigerado AI-5. Pregações absurdas e descabidas que devem ser respondidas com vigor e indignação”, defendeu.

Citando o sistema neoliberal adotado por Augusto Pinochet, no Chile, e as referências de Paulo Guedes para o modelo econômico do país, Margarida Salomão (PT-MG) destacou o desprezo pelo regime democrático. “Quem não teve pudor em trabalhar para a sanguinária ditadura chilena realmente não verá problema em um novo AI-5. O governo Bolsonaro é uma coleção de figuras sem noção, sem qualquer apreço pela democracia”.

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Outra a comentar o flerte de Guedes com a ditadura foi a deputada Érika Kokay (PT-DF). “O ministro da Fazenda de Bolsonaro chamou de “insanidade” Lula convocar o povo a ir às ruas pra defender o Brasil, a democracia e os direitos. Para conter protestos, o discípulo de Pinochet defendeu AI-5 e justificou licença para matar manifestantes”. 

Presidente estadual do PDT, André Figueiredo (CE) classificou como um novo vexame a fala do ministro. “Vergonhoso termos que conviver com ameaças à nossa democracia por parte de um lacaio do sistema financeiro. Traduzindo: “ou entrega tudo ou vem a ditadura”. Vai pensando que vai ser assim...”, retrucou. 

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Outro a recordar as consequências históricas trazidas pela edição do ato institucional foi Camilo Capiberibe (PSB-AP). “É preciso refrescar a memória dos que hoje pedem intervenção militar que em 1964, além da opressão contra os opositores do golpe, os civis que conspiraram contra a democracia e viabilizaram a ruptura institucional também foram banidos”. 

Em defesa da democracia, o presidente do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força (SP), usou o Twitter para deixar clara sua contrariedade à fala de Guedes. “AI-5 é ditadura! Eduardo Bolsonaro ameaça o povo brasileiro ao mencionar a volta de um dos período mais cruéis da história, marcado por arrocho salarial, prisões, torturas e assassinatos. Proposta de garoto mimado deve ser repudiado por todos os democratas”. 

Já o líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente comparou Guedes ao ditador Augusto Pinochet. "Não se assustem se alguém pedir o AI-5", disse Paulo Guedes. Sua agenda econômica é tão execrável contra os pobres que somente um regime autoritário pode implantá-la sem resistência. Guedes aprendeu com Pinochet que neoliberalismo combina com ditadura e resolveu fazer ameaças”.

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