Dodge, que segurou investigações contra Bolsonaro, agora pede que STF defenda a democracia

Na última sessão que participou como procuradora-geral da República, Raquel Dodge pediu nesta quinta-feira que o STF fique alerta para sinais de pressão contra a democracia, uma vez que há no Brasil e no mundo “vozes contrárias ao regime de leis”

PGR, Raquel Dodge em sessão solene manifesto da sociedade civil em apoio ao STF.
PGR, Raquel Dodge em sessão solene manifesto da sociedade civil em apoio ao STF. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF (03/04/2019))

247 - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) defenda a democracia, ao participar da última sessão na Corte nesta quinta-feira 12. Seu mandato se encerra na próxima terça-feira 17. Para o seu lugar, foi indicado o procurador Augusto Aras, que ainda será submetido a sabatina no Senado. Segundo Raquel Dodge, há no Brasil e no mundo “vozes contrárias ao regime de leis”. 

"Faço um alerta para que fiquem atentos a todos os sinais de pressão sobre a democracia liberal, vez que no Brasil e no mundo surgem vozes contrárias ao regime de leis, ao respeito aos direitos fundamentais e ao meio ambiente sadio também para as futuras gerações. Neste cenário, é grave a responsabilidade do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal, seja para acionar o sistema de freios e contrapesos, seja para manter leis válidas perante a Constituição, seja para proteger o direito e a segurança de todos, seja para defender minorias", declarou em seu discurso.

No período em que articulava a sua recondução ao cargo de chefe do Ministério Público Federal por mais dois anos, Dodge segurou por mais de 120 dias investigações sobre o presidente Jair Bolsonaro (PSL), informou reportagem da Folha de S.Paulo. Somente no dia 6 de agosto, ela desengavetou os papéis e os mandou de volta para a primeira instância. Na ocasião, seu nome havia perdido força na disputa para seguir no posto.

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