Durval acusa Eurides Brito de receber mais propina

Em depoimento nesta quinta-feira, delator da Caixa de Pandora acusa ex-distrital de estrelar mais vdeos recebendo dinheiro de origem desconhecida

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O delator da Operação Caixa de Pandora Durval Barbosa disse, durante depoimento na primeira audiência do caso, que tinha mais vídeos da ex-deputada distrital Eurídes Brito recebendo dinheiro. A ex-deputada e o delator depuseram na tarde desta quinta-feira (1º/12) na 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, em sessão oficial que faz parte da ação proposta pelo Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministerio Publico do Distrito Federal contra a ex-deputada.

Eurides foi a primeira a ser ouvida. Perguntado pelo juiz Álvaro Ciarlini se ela sabia do pagamento de dinheiro a distritais nos governos Arruda e Roriz, a ré disse que não tinha conhecimento, embora tenha confirmado que era amiga de Durval e o ajudava em atividades assistenciais. De acordo com ela, os distritais a respeitavam e não comentavam nada de ilícito na frente dela. “Nunca falavam nem palavrão na minha frente”, disse.

Sobre a quantia encontrada na casa da ex-parlamentar, quando a Polícia Federal apreendeu R$ 244 mil e U$ 9 mil no dia da operação, Brito se defendeu, alegando que o dinheiro tem origem licita e é fruto do trabalho do casal, especialmente do marido que é dentista.

Em seguida, Barbosa foi ouvido pelo juiz. Na ocasião, Durval alegou que possuía três ou quatro vídeos da ré recebendo dinheiro, mas o material não havia sido guardado. Segundo ele, ainda há chances de encontrá-los e que o material já em proceso de recuperação no HD do computador.

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Segundo o delator, o ex-governador José Roberto Arruda o cooptou com autorização de Joaquim Roriz, também ex-governador do DF. “Não estou dizendo que sou santo e fui cooptado ingenuamente. Eu aderi às intervenções de Arruda”, disse Durval. “Era rapinagem”, afirmou. Outra acusação de Durval foi sobre repasses de dinheiro à ex-deputada. “Pagava R$ 20 mil para Eurides todo mês e custeava festas de aniversario para ela, com cerca de 5 mil pessoas”. Enquanto Durval Barbosa respondia às perguntas do juiz Ciarlini, a acusada ouviu tudo em silêncio.

A sentença deste processo da Operação Caixa de Pandora deve sair em fevereiro ou março. Enquanto isso, Eurides está com os bens bloqueados.

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Informações de Ana Maria Campos, do Correio Braziliense

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