Eliane: Figueiredo é expectativa de menos mesmice

Segundo colunista da Folha, “reação um tanto esdrúxula” do diplomata Eduardo Saboia, que ajudou na fuga do senador boliviano, não foi um gesto pequeno. “Foi um enorme gesto de coragem que expôs toda a covardia da política externa, então comandada por Antonio Patriota”

www.brasil247.com - Segundo colunista da Folha, “reação um tanto esdrúxula” do diplomata Eduardo Saboia, que ajudou na fuga do senador boliviano, não foi um gesto pequeno. “Foi um enorme gesto de coragem que expôs toda a covardia da política externa, então comandada por Antonio Patriota”
Segundo colunista da Folha, “reação um tanto esdrúxula” do diplomata Eduardo Saboia, que ajudou na fuga do senador boliviano, não foi um gesto pequeno. “Foi um enorme gesto de coragem que expôs toda a covardia da política externa, então comandada por Antonio Patriota” (Foto: Roberta Namour)


247 – A colunista da Folha Eliane Cantanhêde aprovou a troca de comando do Ministério das Relações Exteriores. Para ela, a troca de Antonio Patriota por Luiz Figueiredo, após polêmica fuga de senador boliviano, é expectativa de mais ação. Leia:

Gota d'água

BRASÍLIA - O chanceler Antonio Patriota não tinha para onde correr. Se dissesse que a operação para retirar o senador Roger Pinto da Bolívia tinha sido articulada pelo Itamaraty, teria de admitir que a ameaça de inquérito era só teatro. Ao alegar que o diplomata Eduardo Saboia tinha agido por conta e risco, admitiu que não tinha comando sobre a diplomacia.

A insubordinação de Saboia, porém, foi apenas a gota d'água, pois Patriota era um típico caso de pessoa desconfortável dentro da própria casa e do próprio cargo e que jamais chegou a ser assimilado e respeitado por Dilma como chanceler.

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Apesar de primeiro de turma e de bastante respeitado intelectualmente, Patriota foi derrotado pela própria personalidade, excessivamente cautelosa, até um tanto medrosa, incompatível com o estilo duro, às vezes agressivo, de Dilma.

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Ele foi escolha pessoal de Dilma, mas o casamento nunca engrenou e a política externa do novo governo jamais teve uma marca, atolada em perda de protagonismo, em notas oficiais amorfas, em manifestações desimportantes.

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Foi-se a era excessivamente afirmativa e polêmica de Celso Amorim no governo Lula, veio a era demasiadamente em cima do muro e sem rumo de Patriota no governo Dilma.

A própria Bolívia é um festival de exemplos, ora inspecionando o avião oficial do ministro da Defesa do Brasil, ora jogando cães farejadores em outro avião oficial com parlamentares do Brasil, por fim negando-se a conceder o salvo-conduto --instituto previsto em tratados e respeitado pela tradição no continente-- ao senador asilado na embaixada brasileira. E qual foi a reação do Itamaraty? Sempre cedendo, indiferente.

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A reação um tanto esdrúxula do diplomata Saboia não foi um gesto pequeno. Foi um enorme gesto de coragem que expôs toda a covardia da política externa, que ganha no novo ministro, Luiz Figueiredo, a expectativa de menos mesmice e mais ação.

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